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25/03/19 - 20h53 - atualizada em 25/03/19 às 21h00

Em reunião na ONU Mulheres, Leandre apresenta trabalho em prol da Primeira Infância

Deputada federal do PV integrou delegação brasileira que participou do CSW 63, em Nova York

Edilson Kernicki, com reportagem de Paulo Henrique Sava, com informações Assessoria 

Leandre comentou sobre participação em evento da ONU Mulheres durante entrevista ao vivo no programa "Meio Dia em Notícias" de sexta-feira (22)

A deputada federal Leandre Dal Ponte (PV-PR), em sua participação na 63ª sessão da Comissão Sobre o Status da Mulher, da Organização das Nações Unidas (ONU), ou CSW 63 – Comissiononthe Status of Women, apresentou resultados do programa Universidade da Criança. Na oportunidade, discutiu o trabalho realizado no Brasil para implementar o Marco Legal da Primeira Infância. A parlamentar integrou a delegação brasileira que participou do evento, em Nova York, nos Estados Unidos. 

Leandre dividiu com a comunidade internacional as experiências e resultados do programa Universidade da Criança, desenvolvido no Estado do Paraná. Leandre frisou que o programa surgiu da necessidade de se colocar em prática o Marco Legal da Primeira Infância. A deputada considera que, ainda que o Brasil possua uma das legislações mais modernas, ela não tem eficácia se não fizer parte do cotidiano das crianças brasileiras.

Simultaneamente ao encontro nos Estados Unidos, a Câmara dos Deputados realizava o Seminário Internacional da Primeira Infância. O seminário foi organizado pela Frente Parlamentar da Primeira Infância, presidido atualmente pela deputada. Devido aos compromissos internacionais, ela não pôde comparecer ao evento em Brasília. No entanto, foi representada pela coordenadora técnica do Programa Universidade da Criança, Jovelina Chaves.

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Leandre ressalta que o Universidade da Criança é um projeto que visa sensibilizar a sociedade quanto à aplicação do Marco Legal e, também, formar líderes e sensibilizar as autoridades para o acolhimento de crianças de zero a seis anos.

O CSW 63 ocorreu entre os dias 11 e 22 de março. Fundada em 1946, a Comissão Sobre o Status da Mulher registrou participação recorde na sessão deste ano, com mais de 9 mil delegados de todo o mundo. Conforme Leandre, é a segunda reunião anual mais importante do ano dentro da ONU, ficando atrás apenas da Assembleia Geral do órgão internacional.

A Comissão Sobre o Status da Mulher debate políticas dedicadas exclusivamente à promoção da igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres. “O tema principal esse ano foi a questão da proteção social da mulher, o trabalho doméstico não-remunerado e, nos eixos, os principais eram de acesso a serviços e estruturas sustentáveis para o desencadeamento de políticas públicas que atinjam, em especial, os objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS); entre eles, está o da igualdade de gênero”, contou Leandre, que participou ao vivo do programa Meio Dia em Notícias de sexta-feira (22).

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Ao longo do encontro, há diversos eventos paralelos e, em um deles, a deputada compartilhou as experiências da União Parlamentar de Mulheres (UPM) com parlamentares de vários outros países. “Uma das coisas que é muito cara no nosso País, quanto ao trabalho, é a questão da Primeira Infância. É uma política transformadora, que pode mudar a realidade de uma sociedade, tendo investimento. Temos, hoje, a Universidade da Criança, implantado em vários municípios do Paraná. Ontem [quinta, 21], aconteceu, no município de Francisco Beltrão um painel na Unioeste [Universidade Estadual do Oeste do Paraná]. A universidade promoveu esse evento para que os municípios onde já está em andamento, com mais tempo de execução, pudessem apresentar resultados”, afirma.

Deste painel, participaram os municípios de Chopinzinho, Planalto, Francisco Beltrão e Marechal Cândido Rondon. O evento teve participação de Tatiane Coimbra, funcionária do Ministério da Saúde que, hoje, integra a equipe da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). Segundo Leandre, Tatiane esteve no painel a pedido do escritório regional da OPAS no Brasil a fim de conhecer o programa, que pode vir a ter âmbito nacional.

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O Universidade da Criança é um programa já presente em Irati. É um trabalho de longo prazo, onde as pessoas têm a oportunidade de se aperfeiçoar no conhecimento sobre o desenvolvimento infantil para que, a partir daí, se preparem mais lideranças políticas para construir políticas públicas eficazes e eficientes para que possamos, realmente, promover o desenvolvimento infantil como um direito e uma prioridade absoluta nas gestões”, sintetiza.

Na visão de Leandre, o futuro das crianças que vivem em situação de negligência é uma questão da coletividade, não está atrelado ao parentesco ou não com essa criança. O que a sociedade precisa desenvolver, para a deputada, é a empatia. “Os ‘filhos dos outros’ e os ‘filhos de ninguém’ são algo que pertence a todos nós, mesmo que seja um problema. Devemos estar comprometidos com o futuro dessa criança. Ninguém nasce médico, ou professor, mas também ninguém nasce bandido. Então, são as oportunidades que a pessoa tem, o mundo onde ela vive, que vão nortear o que ela vai ser no futuro. A construção dessas bases estruturantes, no início da vida, seguramente, terá reflexos para a vida inteira”, opina.

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O objetivo, portanto, é convencer autoridades da importância de se investir, como prioridade, no desenvolvimento de crianças até os seis anos. “É nessa fase que se desenvolvem as conexões cerebrais, a plasticidade do cérebro é mais forte. Tudo o que se investe na Primeira Infância dá um retorno muito duradouro e positivo. Se uma criança nasce com problema de acuidade visual ou aditiva, leva-se um tempo até que se obtenha sucesso num implante coclear, por exemplo, para a criança que tem um déficit auditivo. Dependendo do prazo que você fizer, se fizer antes dos dois anos esse implante coclear, a chance de sucesso é de 95%. Se fizer depois dos dois anos, a chance é menor que 5%”, ilustra.

Leandre ressalta que já há evidências de que todos nascem com as mesmas potencialidades de desenvolvimento e que a maneira como somos estimulados desde a Primeira Infância pode determinar que tipos de oportunidades teremos pela frente.“Não que isso não possa ser corrigido, mas, seguramente, é necessário muito mais investimento e o resultado é muito menor”, diz. Nos Estados Unidos, por exemplo, acredita-se que cada dólar investido na Primeira Infância reverte em sete dólares para o Estado. “Na Primeira Infância, além de se prevenir vários aspectos de saúde, você vai combater a desigualdade e promover o desenvolvimento, combater a criminalidade. Enfim, todos os problemas que hoje tratamos o efeito, poderemos tratar a causa”, conclui.

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