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14/08/18 - 19h07 - atualizada em 15/08/18 às 14h51

Como identificar e combater fake news

Advogado e professor debatem o tema rádio e dão várias dicas para identificar quando uma notícia é falsa

Texto Jussara Harmuch, com entrevista de Paulo Sava

O professor e vereador Zaqueu Luiz Bobato e o advogado Arthuro Antoniassi debateram fake news no Espaço Cidadão

Os brasileiros online somam 64,7% de toda a população. Dados de pesquisa do IBGE realizada em 2016, divulgada agora, no início do ano demonstram que 116 milhões de pessoas estão conectadas à internet.

Convidados pelo apresentador Paulo Henrique Sava para o programa Espaço Cidadão de segunda-feira (13), o advogado Arthuro Antoniassi e o professor e vereador de Imbituva, Zaqueu Luiz Bobato falaram sobre as fake News.

Como identificar e combater as notícias falsas que cada vez mais se disseminam na internet?

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“O primeiro caminho para combater as fake news é duvidar”, indica o advogado. “Procure investigar, pois até mesmo estas agências que combatem podem cair em dúvida e também elas são compostas por pessoas com ideologias", disse Antoniassi, recomendando a busca de mais de uma fonte da mesma informação.

Na internet, os brasileiros são os que passam mais tempo em redes sociais, em média de 3 a 4 horas por dia. “Tem de ter compromisso com a informação, verificar se a fonte é confiável, se o texto tem autor, um jornalista, se está bem escrito, a data da postagem ou que o fato ocorreu. Não dá para se basear em redes sociais e deve-se desconfiar de títulos bombásticos. É muito comum postagens de pessoas famosas como por exemplo o Papa Francisco e padre Fábio de Mello, vinculado com frases ou fatos que não foram deles”, orienta Zaqueu.

Fenômeno bolha

Ocorre nas redes sociais é o que se chama de ‘fenômeno bolha’. O que chega até você é com base naquilo que você curtiu. “Devemos ter um olhar para o que o outro está vendo e depois por tudo isso na balança, fazer comparativos. Sair da bolha”, alerta Antoniassi.

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Período eleitoral

Importante para o período eleitoral que se aproxima é não deixar de verificar se a página dos candidatos que se comunicam é oficial, pois além de fatos, podem se criar também páginas falsas. Outra coisa são as postagens pagas nas redes sociais serão permitidas na campanha deste ano, lembra Zaqueu. “Impulsionar postagens está permitido. Candidatos poderão pagar para que suas postagens cheguem a um maior número de pessoas”.

Guerra 

Podem as fake News causar uma guerra? “Infelizmente nós tivemos a invasão do Iraque a partir de notícias criadas. Temos já cerca de três grandes conflitos criados a partir disso. Sempre aconteceram [falsas informações], antes a disseminação ocorria a partir de outras mídias, mais tradicionais, as grandes mídias, agora é muito mais rápido com a internet”, conta o professor.

O que está por trás da máquina? 

Por trás de um computador ou um celular está um ser humano. Hoje não existe legislação específica para punir fake News, informa o advogado Antoniasse. “O que temos é o código penal e o marco civil da internet que só tem ação sobre uma pessoa específica. Pode-se entrar contra alguém que tenha prejudicado outro. Pessoas que se sentem ameaçadas podem ingressar com ação por três tipos de crimes: calúnia, quando se imputa fato criminoso a alguém; injúria, quando se faz ofensa à dignidade da pessoa e difamação, que é quando se imputa a alguém fato contra a sua honra”.

Ele explica que a lei vale também para troca de mensagens através de aplicativos de conversa como o WhatsApp e de fotos como o Instagram. “As pessoas não fazem ideia de que uma mensagem em WhatsApp também pode gerar crimes. No Instagram também já aconteceu. Primeiro uma ação direcionada ao próprio aplicativo, para saber o dono da postagem, depois contra a pessoa que postou”.

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O programa espaço Cidadão vai ao ar de segunda a sexta-feira pela Super Najuá 92,5, das 9 às 10 h.

Assista o resumo do programa:


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