Política e Eleição / Notícias

27/05/19 - 12h51 - atualizada em 27/05/19 às 19h45

Organizador de ato pró-Bolsonaro pretende discutir mudanças na política iratiense

Adailton Machado avalia que o município precisa de um nome novo na política local e que o movimento pode auxiliar no processo de transição nas eleições municipais de 2020

Da Redação, com fotos de Paulo Sava


Irati foi uma das 156 cidades brasileiras que registrou atos em prol do governo do presidente Jair Bolsonaro durante o domingo, 26. Conforme os organizadores, aproximadamente 50 pessoas, sendo 30 veículos, participaram da carreata, que teve concentração na Praça da Bandeira e seguiu pelas ruas Carlos Thoms, Munhoz da Rocha, XV de Novembro, 19 de Dezembro e 15 de Julho.

Procurado pela nossa equipe, Adailton Machado, que fez parte da organização, acredita que o movimento fortalece Bolsonaro, pois quem participou está satisfeito, dentro das medidas propostas durante a campanha eleitoral de 2018. “É necessário haver um voto de confiança até mesmo porque o governo tem apenas cinco meses e já mostra mudanças e conquistas. Os elogios e as críticas são naturais e necessários no processo democrático, assim como um direito de manifestação a quem é a favor ou contra determinado tema”, afirma Adailton.

Os organizadores do ato em Irati também pretendem que a iniciativa contribua para promover mudanças na política local. “Foi muito positivo e foi muito lindo ver que mesmo sem apoio de centrais sindicais e de grupos de poderes locais e/ou regionais e nacionais o povo está cada vez mais consciente da necessidade de participar e se manifestar para tomar as rédeas do curso da política no nosso País. Acredito que a mudança que está ocorrendo em nosso País é também necessária em nossa cidade de Irati e é chegada a hora de se ter um nome novo, sem vínculos com a política e com políticos tradicionais. Acho que nosso movimento pode e vai ajudar nesse processo de transição para as eleições do ano que vem”, analisa Adailton.

Texto continua após a publicidade

PUBLICIDADE

Quer receber notícias pelo WhatsApp? Envie SIM notícias http://bit.ly/CliqueAquiWhatsSuperNajua

Por e-mail: http://bit.ly/2BiE4tC

Os principais pontos defendidos foram a aprovação do pacote anticorrupção do Ministro da Justiça, Sérgio Moro, as reformas da previdência encabeçada pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, e Administrativa realizada pelo Presidente, e as investigações sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a chamada “CPI da Lava Toga”.

“Sobre o pacote anticorrupção do Ministro Sérgio Moro, o movimento, sob certo aspecto, é uma reação às ações de certos grupos de interesse que têm se posicionado contra o pacote anticrime, como algumas siglas partidárias, alguns sindicatos e a OAB Nacional. O pacote está parado na Câmara Federal, após ter passado com certa celeridade no Senado Federal. Queremos prioridade na tramitação do pacote na Câmara”, afirma Adailton.

Ele também deu seu posicionamento sobre a reforma da previdência. “O movimento compreende e respeita a autonomia do Congresso em promover mudanças pontuais que não alterem os pontos principais do texto, mas pede agilidade e aprovação dos principais pontos para que auxilie no desenvolvimento do País e evite uma quebra futura da Previdência. Temos membros servidores públicos no movimento, que com a Reforma tem uma expectativa de perda de 1/3 nos rendimentos futuros de aposentadoria, mas ainda assim apoia a Reforma da Previdência por compreender que o sistema precisa ser mais estável e justo”.  

PUBLICIDADE

Adailton também defende que o Executivo deve ter autonomia para determinar sua própria estrutura. “O Presidente tem se esmerado em cortar cargos e diminuir custos, promovendo alterações que ainda assim fortaleçam o combate à corrupção. O movimento é a favor de que, não havendo vícios de inconstitucionalidade, o texto do Presidente Jair Bolsonaro para a Reforma Administrativa (MP 870), seja aprovado na íntegra e que eventual necessidade de adequação da proposta não interfira no mérito da organização”, relata, destacando que a decisão do Congresso Nacional de transferir a responsabilidade do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública para o Ministério da Economia, deve ser revista.

Quanto à Lava Toga, o “movimento acredita que há várias situações veiculadas na imprensa que geram indícios para uma investigação de ministros do STF e que é passado da hora de se retirar a auréola que os senhores ministros pensam ter junto da capa preta que vestem. Precisamos que o Brasil seja passado a limpo, no Executivo, no Legislativo e também no Judiciário. Nesse sentido, o movimento apoia irrestritamente uma Operação Lava Toga”, comenta Adailton. 

Em 2017, advogado Adailton Meireles Machado foi o coordenador do movimento "O Sul é o Meu País” na região. Dessa vez, ele foi um dos organizadores do ato a favor de Bolsonaro em Irati

Na semana passada a Najuá conversou com outra organizadora, Patrícia Duda. Para ela, a pauta mais importante a ser discutida é a reforma da previdência. “A reforma da previdência precisa acontecer porque nós teremos no Brasil, em um futuro muito próximo, uma quantidade de idosos muito maior que a quantidade de jovens contribuintes. Isto fará com que a conta previdenciária não feche e um rombo aconteça no Brasil, nos impedindo de crescer. Quem ganha mais, vai pagar mais, e quem ganha menos irá pagar menos. Vai acabar com as super aposentadorias e com todas as regalias previdenciárias que os funcionários públicos e políticos têm", disse.

PUBLICIDADE

Confira como foram as manifestações nas capitais brasileiras

O presidente da República e os ministros não compareceram às ruas. No entanto, lideranças do PSL e outros políticos simpáticos ao governo participaram das manifestações. Além de Brasília, as manifestações foram realizadas nas capitais Aracaju, Belém, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiânia, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, São Luís, Salvador, Recife, Manaus, Maceió, Macapá, Vitória, Fortaleza, Palmas, Cuiabá, Teresina, Florianópolis, Boa Vista, João Pessoa e Natal.

Segundo organizadores, 50 mil pessoas participaram da manifestação pró-Bolsonaro em Curitiba neste domingo. O ato começou na Praça Santos Andrade e seguiu até a Boca Maldita, na região central da capital paranaense. A Polícia Militar não estimou o número de participantes.

PUBLICIDADE

Do caminhão de som, os manifestantes gritaram a favor do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e das reformas prometidas pelo político, principalmente a da previdência, e seguraram cartazes em apoio à Lava Jato.

Houve registro de agressões contra profissionais de imprensa. O fotógrafo da Gazeta do Povo Hedeson Alves levou um soco nas costas e precisou de escolta policial para sair do local. Segundo o Sindicato dos Jornalistas do Paraná, também foram agredidos os fotógrafos Franklin Freitas, do jornal Bem Paraná, e Giorgia Prates, do Plural.

Em São Paulo, a manifestação ocorreu na Avenida Paulista e os participantes ocuparam sete quarteirões, segundo informações da Globonews. Ainda de acordo com a emissora, a Polícia Militar não divulgou estimativa de público.

Uma mulher vestindo uma camiseta com o nome da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), assassinada em março de 2018 no Rio de Janeiro, foi hostilizada e deixou o local escoltada.

No Rio de Janeiro, manifestantes ocuparam 800 metros da avenida Atlântica, em Copacabana. Eles defenderam a aprovação do pacote anticrime, a reforma da Previdência e o apoio irrestrito ao presidente. Parte dos manifestantes defendeu o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, outros exigiam intervenção militar imediata. O número de participantes não foi contabilizado.

PUBLICIDADE

No Distrito Federal, os atos na capital federal começaram por volta das 10h. A maior concentração aconteceu no gramado localizado em frente ao Congresso Nacional. Segundo a estimativa da Polícia Militar, 20 mil pessoas participaram da manifestação. Os parlamentares do “Centrão” foram alvo de críticas dos manifestantes, que defenderam a aprovação de pautas encampadas pelo Executivo, como a reforma da Previdência e o pacote anticrime.

Opinião do presidente e outros políticos

Pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro voltou a falar sobre as reivindicações nas manifestações. "Há alguns dias atrás, fui claro ao dizer que quem estivesse pedindo o fechamento do Congresso ou STF hoje estaria na manifestação errada. A população mostrou isso. Sua grande maioria foi às ruas com pautas legítimas e democráticas, mas há quem ainda insista em distorcer os fatos", publicou no perfil oficial.

Sérgio Moro defendeu que as manifestações pró-Bolsonaro foram uma "festa da democracia", sem "pautas autoritárias".

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), que havia criticado as manifestações, fez elogios em uma série de postagens nas redes sociais e defendeu a aprovação da reforma da Previdência.

Já a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, postou em sua conta no Twitter que a manifestação pró-Bolsonaro não intimidará. "Os atos se comparam aos do dia 15 em adesão, mobilização e capilaridade. Muito vácuo nas ruas. A mídia apresentou como apoio às reformas. Foram contra a democracia, contra a educação, contra os direitos do povo e pela intervenção militar Bolsonaro não intimidará com sua tropa".

As informações são do jornal Gazeta do Povo e assessorias. 

PUBLICIDADE

Comentários

Enquete

O Imposto sobre Valor Agregado (IVA) deve ser a base da Reforma Tributária?

  • Não
  • Sim
Resultados