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13/03/19 - 00h54 - atualizada em 13/03/19 às 01h12

Caçador é preso após matar veado-campeiro

Animal foi apreendido pela Força Verde e será empalhado para utilização em educação ambiental

Da Redação 

Veado-campeira foi morto com tiro

Um homem foi preso em flagrante, na localidade de Riozinho dos Santos, no interior de Rebouças, na manhã de sábado (9), por matar a tiro um veado-campeiro, espécie silvestre da fauna brasileira, considerada quase ameaçada de extinção, ou seja, em perigo crítico de vir a ser ameaçada. A lei ambiental 9605/1998 prevê pena de seis meses a um ano e multa para quem caça espécimes da fauna silvestre. A pena pode ser aumentada pela metade se for animal sob ameaça de extinção e pode ser triplicada se for objeto de caça profissional.

A Polícia Ambiental recebeu denúncia anônima de que foram ouvidos disparos na localidade de Riozinho dos Santos e que dois homens, possivelmente caçadores, foram vistos nas imediações. Conforme o denunciante, os dois já eram conhecidos pelo costume de caçar naquela região.

Uma equipe foi até o local averiguar a situação e os policiais avistaram um dos prováveis caçadores. Ao notar a aproximação da viatura, o homem fugiu para dentro da mata, onde escondeu uma moto Honda CRF sem placa, com marcas de sangue perto do tanque de combustível. Perto da moto, havia mais vestígios de sangue. 

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Nas buscas, foi localizado um veado-campeiro macho (Ozotocerosbezoarticus) já abatido. Ele estava escondido sob folhagens, apresentava perfuração por tiro na região lombar e corte contuso no pescoço, para sangria. Em patrulhamento pelas imediações, um homem foi abordado a 500 metros do local onde o espécime foi encontrado.

O homem foi abordado numa plantação de soja e negou ser o caçador. Entretanto, ele apontou quem seriam os autores e acrescentou que chegou a ser convidado para caçar com eles, via mensagem de celular. Um dos caçadores, segundo o abordado, teria deixado um veículo Chevrolet Celta estacionado em sua propriedade. O homem também apontou que o dono da moto Honda CRF localizada perto do animal abatido seria um morador do Faxinal dos Francos.

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O dono da moto foi indagado se tinha armas no local ou outro objeto ilícito. Ele admitiu possuir uma espingarda e munições na sua casa, na Vila Rural de Irati. Na casa do suspeito, a polícia encontrou uma espingarda de calibre 32 com dois canos; 17 cartuchos recarregados, de mesmo calibre e material para recarga com pólvora e chumbo. Ele recebeu voz de prisão pela posse irregular de arma de fogo e munição.

A arma, a munição e o material da caça foram apreendidos e encaminhados para a sede do 2º Pelotão da PM, em Rebouças, e depois levados para a Delegacia. A Polícia Ambiental compareceu ao 2º Pelotão para elaborar o boletim de ocorrência de crime ambiental.

A PM entrou em contato com o investigador da Polícia Civil, que fez contato com o delegado de plantão, que não manifestou interesse em receber a motocicleta, que permaneceu apreendida no Pelotão.

A Polícia Ambiental lavrou o auto de fração ambiental e o termo de apreensão, avaliação e depósito. O veado-campeiro morto foi apreendido e encaminhado para taxidermia, ou seja, ela vai ser empalhado para utilização em educação ambiental pela equipe Guardiões da Natureza, da Polícia Ambiental do Paraná.

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