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18/05/19 - 16h38 - atualizada em 19/05/19 às 18h51

Yazaki abre novas oportunidades de emprego

Nas duas últimas semanas, empresa contratou cerca de 70 novos funcionários. Até o fim de ano deverão ser geradas entre 300 e 350 novas vagas

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub 

Yazaki deve contratar entre 300 e 350 funcionários até o fim do ano

A Yazaki Autoparts do Brasil, empresa situada no bairro Fernando Gomes, em Irati, iniciou o mês de maio com novas contratações e ainda ofertará mais vagas para quem busca uma oportunidade no mercado de trabalho. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Irati, Geraldo Rocha, a empresa contratou cerca de 70 trabalhadores desde pessoas que já trabalharam no local quanto novos colaboradores.

Confira a entrevista completa com Geraldo Rocha no fim do texto

Até o mês de dezembro, devem ser geradas entre 300 e 350 novas vagas. “Isso já vem ocorrendo e, mês a mês, serão recrutados novos trabalhadores, que passarão por um período de treinamento. A empresa está renovando os contratos, coisa que não vinha acontecendo, já que a Yazaki não vinha admitindo trabalhadores há cerca de dois anos”, indica Geraldo.

As vagas disponibilizadas pela empresa abrangem um perfil variado, pois estão sendo contratados homens e mulheres, de idades diversas, e há oportunidades para portadores de deficiência, conforme prevê a lei, que determina a reserva de vagas para a contratação de trabalhadores com esse perfil onde houver mais de 100 empregados.

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O presidente do Sindicato frisa que buscou com a empresa um diálogo para que houvesse novas contratações sem que isso refletisse, de outro lado, em demissões de quem já trabalha. Na visão de Geraldo, essa expansão é necessária, uma vez que em sua avaliação, a própria Yazaki é sua concorrente. Somente no Brasil, a empresa possui unidades nos estados do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia.

“Vemos realidades completamente diferentes de um estado para outro. A Yazaki [de Irati] estava perdendo muitos projetos. Tivemos que nos readequar a uma nova realidade, para podermos, com isso, conseguir trazer para cá novos projetos. Isso está ocorrendo agora”, diz.

Geraldo acredita que a abertura da unidade da Yazaki no Paraguai, inaugurada em 2013, na cidade de Mariano Roque Alonso, vinha “atrapalhando” o crescimento da unidade local da indústria de autopeças. “Estamos já nos sentindo em condições de competir com essas outras fábricas e, com isso, trazer novos projetos para cá”, afirma.

Por isso, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos opina que não há fundamento no temor que era manifestado pela população de que a planta da fábrica de Irati pudesse ser deslocada para o Paraguai, devido à crise econômica no Brasil. A oferta de novos postos de trabalho indica que essa situação não corresponde à realidade. “A empresa valoriza muito essa unidade de Irati, os dirigentes da Yazaki, pela qualidade da mão de obra. Esse risco nunca existiu”, defende.

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Para quem está em busca da primeira oportunidade de emprego, ou de uma nova colocação no mercado de trabalho, Geraldo recomenda ficar atento a novas chamadas que a Yazaki vai realizar ainda este ano. Ele também orienta que se acompanhem as listas de vagas divulgadas pela Agência do Trabalhador.

No restante do setor metalúrgico, por outro lado, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos afirma que, apesar de não estar havendo novas contratações, não estão ocorrendo demissões. “Está se mantendo o quadro de trabalho. São empresas de pequeno porte, que têm um número determinado de trabalhadores que ela necessita para manter sua produção. Pelo menos na nossa área, temos sentido que não está havendo nenhum tipo de recessão, o que já é algo que nos deixa felizes e aliviados”, comenta.

Quanto à cobrança de garantias ao trabalhador, por parte do Sindicato, para a Yazaki, Geraldo afirma que a empresa sempre foi comprometida em assegurar a seus funcionários o que chama de “cláusulas sociais”, como saúde, transporte e alimentação. “A empresa, em momento algum, se furtou desses atendimentos. Fizemos algumas composições para essas admissões, mas todos os direitos dos trabalhadores serão mantidos, como são até hoje e não haverá prejuízo a ninguém, nesse sentido”, garante.

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