Irati e Região / Notícias

12/07/19 - 22h18 - atualizada em 12/07/19 às 22h25

Terreno indicado para acolher Delegacia Cidadã possui pendência jurídica

Em levantamento junto ao cartório, Prefeitura descobriu que havia uma segunda escritura do imóvel, que se sobrepunha ao imóvel oferecido pelo Município ao Estado

Edilson Kernicki, com reportagem de Jussara Harmuch

 

Movimento "O Silêncio Mata" encerrou passeata em frente ao prédio da Delegacia de Irati, que hoje não dispõe de um espaço adequado para atender mulheres vítimas de violência

O prefeito Jorge Derbli comentou quais têm sido as tratativas para uma eventual instalação de uma Delegacia da Mulher em Irati, tendo em vista a crescente demanda por esse equipamento de segurança em função do índice de violência registrado na cidade. Derbli participou, na manhã de quinta-feira (11), da passeata liderada pelo movimento “O Silêncio Mata”, que reúne lideranças de variados setores da sociedade organizada em busca de políticas que contribuam para a redução da violência contra a mulher.

A demanda pela instalação da Delegacia da Mulher em Irati é antiga. No ano passado, o município solicitou a instalação imediata de uma Delegacia da Mulher e chegou a oferecer um terreno para sua construção. “Eles precisam de um terreno de 2 mil metros quadrados e o prédio a ser construído teria em torno de 600 metros quadrados. Para se ter uma ideia, a Delegacia de Irati (41ª DRP) tem área construída de 300 metros quadrados. Essa Delegacia Cidadã e da Mulher tem 600 metros quadrados”, compara. Diferente da delegacia atual, que tem como anexo a carceragem, a Delegacia Cidadã compreende apenas a parte administrativa.

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Segundo Derbli, o governo estadual recusou o terreno indicado pelo município, devido a questões técnicas de engenharia. Depois, foi indicado outro terreno, próximo ao Fórum Eleitoral. “Houve uma vistoria e houve uma sinalização positiva da Secretaria [de Estado de Segurança Pública] de instalar ali. Porém, agora no trâmite que estamos fazendo – pois tem que fazer um projeto de lei, mandar para os vereadores para aprovar a doação – encontrou-se outra escritura de outro imóvel sobrepondo aquele. Na pesquisa que foi feita em cartório, para atualizar as matrículas, houve essa questão que deu problema. Mas o departamento jurídico nosso e o departamento técnico de obras está verificando tudo e fazendo o levantamento. Acredito que até o final do mês temos uma solução para esse caso, para encaminhar o projeto”, conta.

O projeto-padrão do Governo do Estado para a construção da Delegacia Cidadã exige que o terreno possua, no mínimo, 40 metros de frente e área total mínima de 2 mil metros quadrados. “Estaremos encaminhando esse documento tão logo se resolva essa situação, para que haja um projeto e se inicie, no ano que vem essa obra da Delegacia. Precisamos de um espaço adequado para atender a população, principalmente a vítima”, diz. Derbli ressalta que a estrutura existente hoje acaba por constranger a vítima, que muitas vezes é conduzida à Delegacia e divide espaço com o agressor.

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O prefeito anunciou que, em conversa com o secretário municipal de Segurança Pública, Luiz Carlos Ramos, foi decidido que, a partir da semana que vem, será oferecido um serviço de amparo à mulher vítima de violência doméstica. Esse local, que deve funcionar onde ficava a Casa dos Conselhos (Rua Olímpia Amaral Gruber, 657, Alto da Glória), vai oferecer acompanhamento psicológico e dar assistência às vítimas. Guardas municipais femininas serão designadas para atuar nesse local de amparo à mulher.

Prefeito Jorge Derbli (primeiro da direita para esquerda) participou de manifestação realizada na quinta-feira (11)

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