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28/04/14 - 13h12 - atualizada em 28/04/14 às 15h22

Reunião da Amcespar volta a debater situação do lixo na região

Planos de saneamento básico e resíduos sólidos e proposta de implantação de uma usina de compostagem serão os principais temas discutidos na reunião que acontece nesta quarta-feira, 30, a partir das 9 h
Da Redação

Os planos de saneamento básico e resíduos sólidos dos municípios e a proposta de implantação de uma usina de compostagem na região Centro-Sul serão os principais assuntos debatidos na reunião mensal da Amcespar, que acontece nesta quarta-feira, 30, a partir das 9 h. A discussão terá a presença do departamento jurídico da entidade- representado pelos advogados Geovani Rizzi e Graciani Ekermann.

Outros temas que serão debatidos

A reunião mensal da Amcespar ainda irá debater a Política de Assistência Social. Irão explanar sobre esse tema os técnicos Denis Musial e Sibyl Ditrich.  Durante o encontro também serão abordados outros temas como a 18ª edição da Marcha a Brasília, que acontece entre os dias 12 e 15 de maio, o lançamento do movimento “Nós Podemos Centro-Sul, andamento dos trabalhos da Patrulha do Campo, em Mallet e Prudentópolis, além de pauta livre aos prefeitos.

Nenhum dos aterros municipais do Centro-Sul possui licença ambiental para operar. Rio Azul e Rebouças fazem operação de transbordo dos resíduos sólidos que são levados para fora da cidade. Reunidos através da Amcespar, os prefeitos estudam a possibilidade de implantar, em forma de consórcio, um sistema de processamento do lixo através da compostagem.

Duas empresas estão interessadas em desenvolver um sistema de compostagem na região. A primeira proposta apresentada pertence a um grupo formado pela LG Soluções Urbanas, com sede em Porto Real, no Rio de Janeiro, e a MR, com sede em Dois Vizinhos, no Paraná.  O grupo propõe a implantação e gestão de uma usina de compostagem. Os municípios farão apenas o transbordo dos resíduos até o local onde a usina seria instalada. Estima-se que o custo para as prefeituras ficaria em torno de R$90,00 por tonelada de lixo.

Em janeiro, o presidente da Amcespar e prefeito de Rebouças, Claudemir Herthel (PSDB), acompanhado de Gilvan Agibert (PPS), prefeito de Prudentópolis, estiveram na sede da LG, no Rio de Janeiro. Uma visita com todos os prefeitos chegou a ser cogitada, mas não se concretizou.

Outro grupo, formado pelas empresas Cattallini, com sede na Alemanha, e Luminapar, com sede em Curitiba, participou da reunião que aconteceu no dia 28 de março, na sede da Associação. Duas possibilidades foram abertas: a de os municípios custearem a implantação e administração de uma usina de compostagem e, semelhante à LG/MR, a de que a própria empresa instale e gerencie, cabendo aos municípios a logística de transbordo. O custo estimado para a implantação é de R$20 milhões, mas o grupo não divulgou o valor que seria gasto pelos municípios com o transbordo.

Os dois grupos trabalham com tecnologias diferentes. Na proposta da LG/MR o material orgânico é separado do reciclável (que vem misturado), passa por uma higienizado e posteriormente acondicionado em grandes “bags" sofrendo um processo de fermentação natural, que leva de oito meses a dois anos. Somente depois de concluído este processo seriam extraídos gases e adubo.

Já a Cattallini/Luminapar o lixo é misturado com água e se faz a separação. Depois, o material orgânico segue para um equipamento onde se processa um turbilhonamento e a fermentação é acelerada, possibilitando a extração de gases e adubo em tempo menor do que se fosse feita naturalmente.

As duas usinas precisam de pelo menos 100 toneladas de material ao dia.

Rendimento de uma usina de compostagem

De acordo com o grupo Cattallini/Luminapar, para operar, a usina precisa receber uma capacidade mínima de lixo (100 toneladas por dia) o que geraria cerca de 1,4 megawatt-hora de energia. Levando-se em conta de que 1Kwh de energia custa em torno de R$0,50, a produção de energia renderia R$700 por hora e cerca de R$16.800,00 por dia.

Segundo o secretário-geral da AMCESPAR, Vanderlei Kava, o rateio do custo entre os municípios está em processo de estudo pelo Consórcio Intermunicipal para Desenvolvimento Regional – CONDER. “A viabilização está caminhando pra isso, a princípio, três ou quatro municípios estão iniciando este processo, que será modelo para nós”, disse Vanderlei. “Técnicos especializados, juntamente com o IAP, vão viabilizar, ver e acompanhar este processo inicial, para nós definirmos ainda até o final deste ano o processo das usinas de compostagem”, finalizou.

Pauta da reunião da Amcespar desta quarta-feira

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