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20/09/17 - 08h49 - atualizada em 20/09/17 às 08h54

Projeto Universidade da Criança é lançado em Irati

Evento de lançamento do projeto teve presença da deputada Leandre dal Ponte, que criou a Lei do Marco Legal da Primeira Infância

Paulo Henrique Sava

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Foi lançado na última sexta-feira, 15, em Irati, o projeto denominado “Universidade da Criança”, que irá ajudar pais e responsáveis a compreender como funciona o cérebro da criança nos primeiros seis anos de vida.  

Durante a cerimônia de lançamento, realizada nas dependências do Park Dance, foi apresentado o documentário “O começo da vida”, que mostrou as etapas de aprendizado da criança em todas as classes sociais. O evento contou com a presença da deputada federal Leandre Dal Ponte (PV), autora da Lei do Marco Legal da Primeira Infância (Lei nº 13257, de 08 de março de 2016). 

O coordenador do grupo gestor do Projeto Universidade da Criança, Ricardo Cabral Penteado, explica que o projeto é organizado pela sociedade para criar uma perspectiva de futuro melhor para as crianças. Ele ressalta que o grupo discute apenas assuntos ligados à Lei do Marco Legal da Primeira Infância. “Desenvolver a criança é desenvolver a sociedade, ou seja, se nós queremos que nossas crianças, no futuro, tenham e possam construir uma sociedade melhor, nós temos que fazer este investimento”, declarou.  

Prefeito de Irati, Jorge Derbli (PSDB) também participou do evento

De acordo com Ricardo, durante os encontros do Projeto, serão discutidas questões sobre o que é o Marco Legal da Primeira Infância e de suas bases legais. O principal objetivo do projeto é a criação de uma lei específica ou de um plano municipal da primeira infância, com leis que priorizem a criança de até seis anos. Segundo o coordenador do grupo gestor, metade do cérebro de uma criança se desenvolve até os dois anos de idade. São os chamados mil primeiros dias, que vão da gestação até a criança completar os dois anos. “Este tempo da gestação também é muito importante para o desenvolvimento da criança: o ambiente a que ela está exposta, mesmo na barriga da mãe, é importante”, frisou.  

Para o professor, a presença do pai, da mãe ou do responsável é muito importante para a construção do caráter da criança.  

Professor Ricardo Cabral Penteado, coordenador do Grupo Gestor do Projeto Universidade da Criança

O advogado Adaílton Machado, que integra o grupo gestor do projeto, comenta que Irati está à frente de outros municípios no momento em que busca formar um futuro melhor para as suas crianças, com o apoio dos poderes Executivo e Legislativo. “Nós esperamos, com isto, diminuir, principalmente, os problemas sociais, pois muitos deles nascem de uma infância, muitas vezes, não ideal”, comentou.  

Adaílton, pai de 03 filhos, diz que o trabalho e o engajamento das pessoas acaba fazendo com que o tempo seja um grande problema quando se fala em dedicação aos filhos. “São detalhes que imaginamos que, porque somos advogados, professores, que não temos o que aprender. A gente tem muito o que aprender, principalmente com as crianças. “Temos que saber ouvi-las, e eu acho que a Universidade da Criança vai ajudar tanto nesta participação infantil quanto na maneira diferente de enxergar o modo de brincar e na formação de profissionais para atender estas crianças”, pontuou. 

Deputada Leandre Dal Ponte (PV), criadora da Lei do Marco Legal da Primeira Infância

Élida Cabral, que é mãe de dois filhos e também integra o grupo gestor, falou sobre a importância do projeto para os pais. Ela citou seu próprio exemplo, dizendo que precisou trabalhar desde cedo para garantir o sustento da família. No entanto, o pouco tempo que tinha disponível, dedicava inteiramente aos filhos. “Isto é importante salientarmos aos pais, avós, tios ou pessoas responsáveis: que o tempo que eles tenham com as crianças seja, de fato, aproveitado, porque elas pedem carinho e atenção. As crianças não querem um celular: elas querem ouvir um ‘eu te amo’ da mãe, que é muito melhor que um presente. Elas querem a presença do pai em um parque, e é isto que queremos passar para a sociedade”, comentou.  

Élida destacou que esta situação pode ocorrer em qualquer classe social. “As vezes é até pior: o pai que tem uma condição melhor dá muito menos atenção que um pai humilde”, frisou.  

Muitas pessoas compareceram ao Park Dance para acompanhar a exibição do documentário "O começo da vida" na última sexta-feira, 15

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