Irati e Região / Notícias

18/04/14 - 17h02 - atualizada em 18/04/14 às 17h12

Prefeitura de Irati estuda soluções para impasses na coleta de recicláveis

Cooperativas afirmaram estar satisfeitas com as propostas apresentadas na reunião. Ambas reclamavam que a quantidade de material coletado diminuiu em função da interferência da HMS
Edilson Kernicki, com reportagem de Sassá Oliveira

O prefeito Odilon Burgath recebeu em seu gabinete, na quarta (16), representantes das duas cooperativas de reciclagem do município de Irati, e da terceirizada HMS, responsável pela coleta de resíduos sólidos na cidade. A reunião também foi acompanhada pelo vereador Vilson Menon (PMDB) e pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Osvaldo Zaboroski. Há algum tempo, as duas cooperativas reclamavam de uma acentuada diminuição no volume de material coletado, em função de a HMS ter iniciado a coleta generalizada – recolhendo tanto lixo reciclável quanto orgânico.

Odilon ressaltou que a reunião tinha por finalidade estudar meios para otimizar o serviço de coleta de recicláveis, de modo a impedir que não haja redução de oferta de emprego dentro delas. De acordo com dados apresentados pela secretaria de Comunicação da Prefeitura de Irati, houve um aumento de 18 para 25 trabalhadores na Cooperativa Malinoski entre abril de 2013 e abril de 2014. Na COCAAIR, o número permanece inalterado, ou seja, continua com 18 pessoas.

“Temos toda a intenção de melhorar o atendimento às cooperativas. Para isso, desde o ano passado, tomamos medidas, como um novo local, mais amplo. Inclusive, uma das cooperativas atuava num local em que não tinha documentação para tanto no condomínio industrial da Vila São João. Aquele espaço foi doado para uma empresa e nós alocamos no bairro Vila Nova as duas cooperativas. Além disso, toda a assistência social, também pelo Provopar, a questão dos veículos e sua manutenção”, reforçou o prefeito.

De acordo com ele, existem situações que necessitam de melhoria em relação à coleta de resíduos sólidos no município. Uma delas é o fato de que 10% do material que chega às cooperativas de reciclagem é rejeito orgânico que precisa ser encaminhado ao aterro. Em outras oportunidades, as presidentes das cooperativas já orientaram a população de que isso poderia diminuir se todos colaborassem, limpando adequadamente as embalagens plásticas e longa vida antes de descartar. Quanto ao próprio aterro, Odilon ressalta que as sacolas onde são depositados os resíduos orgânicos constituem material reciclável.

Medidas

Como resultado da reunião, ficaram acertadas medidas a curto, médio e longo prazo para melhorar as condições de trabalho dos coletores de recicláveis. Em longo prazo, o Executivo pretende elaborar projetos de lei, parcerias com a iniciativa privada ou mesmo campanhas para que os resíduos orgânicos e recicláveis sejam depositados em sacos de cores diferentes, sinalizando qual é o reciclável e, assim, impedindo que ela vá parar no aterro sanitário.

Num intervalo mais curto, pode ocorrer nova alteração do cronograma de coleta de recicláveis, em especial na Vila São João e no Rio Bonito, de modo que as cooperativas passem antes da HMS.

A Prefeitura também determinou que a HMS não faça a coleta generalizada, ou seja, que não recolha nenhum tipo de material reciclável, apenas orgânicos.  As secretarias de Comunicação e de Meio Ambiente, nesse período, vão reforçar o alerta para que a população evite misturar os dois tipos de resíduos numa mesma sacola. “Vamos verificar como é que melhora esse entrosamento nos próximos 15 dias entre a empresa que coleta o lixo orgânico e as nossas cooperativas. Lá pelo dia 6 ou 7 de maio faremos uma nova reunião e apontaremos se esses problemas foram equacionados”, enfatizou Odilon.

Cooperativas esperam que problema seja equacionado

Lúcia Kujarski, da cooperativa COCAAIR, afirmou estar satisfeita com o resultado da reunião e espera que a situação melhore a partir de agora, pois a quantidade de material coletado diminuiu bastante.

A presidente da cooperativa Malinoski, Luciane Blanski, também disse que ficou satisfeita com a proposta apresentada e que mantém esperanças de que as condições de trabalho voltem ao normal no prazo de 15 dias de análise para ver se a situação se estabiliza. “Acho que nesses 15 dias, se nosso serviço de reciclagem for bem feito e o pessoal de Irati não tiver reclamações, não vai ter porque mudar os bairros [o cronograma de passagem do caminhão] nem causar transtornos”, acredita.

Luciane ressalta agora que a aposta de estabilização do serviço de reciclagem depende unicamente das duas cooperativas, pois a HMS não deve interferir.

Prefeito se reuniu com os representantes das cooperativas e com a empresa HMS para solucionar problemas na coleta de lixo em Irati


Comentários