Irati e Região / Notícias

14/05/13 - 04h06 - atualizada em 14/05/13 às 15h19

Prefeitura cumpre legislação e não recolhe lixo reciclável de intermediários

Problema veio à tona depois de reclamação de coletora, que solicita a retirada de materiais reciclados armazenados em sua residência há três meses
Da Redação


Não é de hoje que a população deixa de separar o lixo orgânico do reciclável. A falta de conscientização traz riscos ao meio ambiente. Mesmo assim, ainda existe um grande número de coletores que recolhem o material acumulado nas residências e ruas de Irati. A coletora Elza Aparecida Pereira é uma das pessoas que sobrevivem deste ramo de atividade.

Elza mora no bairro Choma e procurou a equipe da Najuá para reclamar que a secretaria de Ecologia e Meio Ambiente não está recolhendo o lixo que está armazenado em sua residência há três meses. “O material está tudo pronto. Papel molhou tudo. Eu sobrevivia desse serviço. Quem vai pagar o serviço lá. Tem gente jogando lixo e tem cachorro morto. Tenho 62 anos e dependo deste serviço. Tem litros há três meses e ninguém tomou providência até hoje. Levaram só um caminhão e deixaram o resto tudo lá”, argumenta.

Ela diz que procurou a secretaria de Ecologia e Meio Ambiente no dia 25 de abril, mas que nenhuma atitude foi tomada até agora. No último contato por telefone, a coletora foi informada que não poderia realizar esse tipo de serviço. Elza conta que trabalha há oito anos neste tipo de atividade. Ela conta que recolhe os materiais nas ruas e classifica em sua casa, separando-o do lixo orgânico. Até então, o material reciclado era comercializado através de um intermediário, o mesmo que comprava o produto separado pela Cooperativa de Catadores de Irati (COCAIR).

Em contato com a assessoria de Comunicação da prefeitura de Irati, a reportagem da Najuá foi informada que a secretaria de Ecologia e Meio Ambiente está cumprindo a legislação ambiental, que proíbe o armazenamento de materiais recicláveis em residências e outros locais inadequados. A assessoria também relata que o serviço realizado por intermediários é ilegal. Mesmo assim, eles tinham trânsito livre e não eram impedidos de atuar durante a gestão passada. A orientação da atual administração é que o lixo reciclável seja enviado para a Cooperativa de Reciclável. A assessoria ainda informa que o local onde o lixo é armazenado na casa de Dona Elza é inadequado, pois fica próximo de uma nascente de rio.

Coletora Elza Aparecida Pereira


Alternativa


Preocupado em solucionar o problema do lixo reciclável e do trabalho dos coletores, a prefeitura de União da Vitória iniciou uma campanha para educar os moradores há cerca de duas semanas. Uma das mudanças é que a coleta seletiva passou a ser realizada diariamente com caminhões da prefeitura. Os materiais estão sendo encaminhados para a nova cooperativa de catadores, que foi construída recentemente.

Os agentes ecológicos que recolhiam o lixo estão sendo retirados das ruas. Eles estão passando por um treinamento para trabalharem na cooperativa. Atualmente, cerca de 150 pessoas sobrevivem da coleta de material reciclável em União da Vitória.

Os recursos angariados com a venda dos materiais serão destinados para os próprios coletores.
 

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