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16/11/16 - 12h28 - atualizada em 16/11/16 às 18h58

Najuá AM vai migrar para sinal FM

No ar em ondas médias desde 1º de maio de 1978, emissora passará a transmitir em Frequência Modulada (FM)

Da Redação

Jussara Harmuch assinou o contrato de migração em Brasília no dia 7 de novembro

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), assinou na segunda-feira passada (7), um termo aditivo que autoriza a migração de 244 rádios AM (Amplitude Modulada) para FM (Frequência Modulada). A data escolhida para a assinatura é significativa: nela, foi comemorado o Dia do Radialista.

Além dos diretores de emissoras, o evento contou também com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), dos ministros  Eliseu Padilha (Casa Civil) e Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) e vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo, e do cardeal e arcebispo de Aparecida, Dom Raimundo Damasceno.


A Rádio Najuá AM, no ar desde 1º de maio de 1978, é uma das emissoras que consta nesta primeira lista. A diretora, Jussara Harmuch, compareceu ao evento no Palácio do Planalto, em Brasília, para assinar o termo, que autoriza a migrar a estação AM 990 KHz para a frequência 92,5 MHz.


Migração AM/FM

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a faixa FM apresenta vantagens se comparada à AM, entre elas a melhor qualidade de áudio, redução de custos de operação e manutenção e integração com aparelhos digitais, como tablets e celulares.

O crescimento urbano fez com o que o sinal de rádio AM passasse a sofrer uma série de interferências, o que representou queda de audiência e faturamento para emissoras que operam nessa frequência. Conforme o diretor-geral da Abert, Luís Roberto Antonik, uma rádio AM fatura com publicidade cerca de apenas um décimo do que ganha uma emissora FM. Compete para isso também o fato de que as emissoras FM concentram 80% da audiência atual, ao passo que as AMs ficam com 20%.

Além disso, grande parte dos aparelhos digitais fabricados hoje – como players de MP3, smartphones e tablets, por exemplo – possuem apenas a opção de recepção em FM. O aumento no uso de eletrodomésticos dentro dos lares e os sistemas de fiação de companhias elétricas e de telefonia causam ruídos nas transmissões, indicam profissionais do rádio.

Segundo o ministro Kassab, a migração de emissoras deve abranger uma audiência de até 25 milhões de ouvintes em todo o Brasil.

O processo de migração das emissoras AM para FM teve início em 7 de novembro de 2013, quando a ex-presidente Dilma Rousseff assinou o decreto que permite a migração. O governo federal propôs a migração dessas estações para os atuais canais 5 e 6 de TV analógica o que se tornará viável assim que o sinal digital de TV for implantado em todo o território nacional. Assim, as estações AM passam a ocupar a faixa de frequência adjacente à das rádios FM. Operarão nesta faixa, denominada de estendida, que vai de 76.1 MHz até 87.5 MHz, as emissoras dos locais onde o dial atual não comporta todas as emissoras existentes para a migração. Hoje as emissoras de rádio em FM utilizam canais entre 87.7 MHz até 107.9 FM.  Das 1781 emissoras locais que atuam na faixa AM, 1439 pediram a migração para a FM, destas, 948 rádios já poderão fazer a migração em 2016, mas 438 emissoras terão de aguardar a liberação do espaço que vai ocorrer com a digitalização da TV no País.

A Rádio Progresso, de Juazeiro do Norte (CE), foi a primeira a realizar a migração, em 18 de março. Até agora, 297 emissoras assinaram contratos de nova outorga: 53 em maio e mais 244 em novembro, o que corresponde a 20,6% das emissoras que solicitaram a migração e a 16,67% do total de rádios AM do Brasil.

Passos seguintes

Depois de assinar os termos aditivos e publicado no Diário Oficial da União em até 30 dias, as emissoras tem o prazo de até 120 dias para apresentar ao MCTIC o projeto técnico de instalação e solicitar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a autorização para usar a nova radiofrequência. Com essa liberação, os veículos já podem transmitir na nova faixa e poderão transmitir em simulcasting (simultaneamente em AM e FM)  para adaptação de audiência em até 180 dias. Isso vale para as 510 emissoras do primeiro lote que possuem espaço no dial atual.

Já para as emissoras do segundo lote, que terão de aguardar a liberação da faixa estendida a previsão é de que o simulcasting dure cerca de 5 anos.

As próprias empresas é que vão arcar com os custos da migração, que podem variar de acordo com a população das cidades onde estão instaladas. Os custos referentes à diferença entre as outorgas de AM e de FM variam de R$ 8,4 mil até R$ 4,4 milhões, mas as emissoras também precisarão adquirir equipamentos para a transmissão do novo sinal. Torre, transmissor, link, antenas etc, terão de ser adquiridos novos, pois os equipamentos do AM não poderão ser aproveitados.

Você, ouvinte, pode ajudar a escolher o novo nome da emissora. Participe da enquete no nosso site e escolha a melhor opção: Najuá News, Najuá Notícias, Najuá Irati ou se você tem outra sugestão, envie para [email protected]

Uma solenidade para marcar a assinatura de 244 contratos foi realizada no Palácio do Planalto, em Brasília

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