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10/12/13 - 18h06 - atualizada em 12/12/13 às 03h27

Irati assina contrato de terceirização da coleta do lixo

Contrato anual de R$ 1,4 milhão com a empresa HMS vai permitir coleta trissemanal em 100% do perímetro urbano, segundo o prefeito
Edilson Kernicki, com reportagem de Sassá Oliveira


A Prefeitura de Irati assinou nesta terça-feira (10) o contrato de terceirização da coleta de resíduos no perímetro urbano. O contrato com a empresa HMS, vencedora da licitação, custará anualmente ao município R$ 1.416.000,00 para um ano ou R$ 118 mil mensais. De acordo com o prefeito, a empresa já inicia a prestação do serviço de coleta no começo de 2014. Nos últimos dias de dezembro, ela já estará mapeando as ruas para elaborar o itinerário de modo a cumprir com as três coletas semanais em todos os bairros.

Questionado sobre o motivo da terceirização, o prefeito Odilon Burgath (PT), afirmou que acredita que, quando o município não é capaz de fazer com que um serviço tenha um salto de qualidade a partir dos recursos próprios, se faz necessário analisar alternativas. “A terceirização é comum nas administrações municipais. Quando o município não tem recursos para fazer frente a isso ou faz de modo insatisfatório, o que está acontecendo, a imprensa divulga, o serviço tem as suas deficiências e isso não escondemos, mas queremos resolver”, afirmou.

Contrato de terceirização assinado pelo prefeito Odilon Burgath é válido por um ano
Prefeitura defende a terceirização como forma de reduzir déficit de custeio



















O prefeito admitiu que esse ano ocorreram uma série de percalços na coleta, como o número reduzido de funcionários e o maquinário bastante antigo, uma vez que os caminhões são de 2003 e de 2005 e o resíduo recolhido provoca uma deterioração acelerada dos veículos. Além disso, a taxa de coleta, sem reajuste real nos últimos 11 anos, não consegue fazer frente ao valor da inflação e cumprir as exigências da Lei Federal 12.305/2010.

“Chegamos à conclusão de que buscaríamos uma parceria e abriríamos uma licitação com a iniciativa privada para que ela pudesse fazer esse investimento de caminhões novos”, explicou Odilon. Os caminhões da Prefeitura possuem capacidade de 8m³. A empresa terceirizada vai disponibilizar três caminhões de 15m³ e um de transporte de 19m³, que acelera e rende mais o trabalho e leva esses resíduos até o aterro sanitário de forma mais rápida.

Antes mesmo de firmar o contrato, na semana passada, durante audiência pública, o prefeito se comprometeu em realizar nova audiência e prestar contas do serviço, se atendeu às expectativas. Ainda segundo ele, ampliar de 45% para 100% das casas com coleta trissemanal vai permitir também o controle de pragas urbanas como baratas, escorpiões, aranhas, ratos, entre outros. “Nós temos problemas aí que, com a prevenção e com um destino do lixo, vai evitar ter mais pessoas utilizando o serviço de saúde e permitir que tenham uma qualidade de vida maior”, justificou. O prefeito ressaltou que o contrato vai fazer com que, além das três coletas semanais nos bairros do perímetro urbano, haja uma coleta mensal em todas as localidades rurais.

O ouvinte Antonio Gavlak, morador da Serra do Nhapindazal, entrou em contato com a produção do Meio Dia em Notícias para reclamar das pessoas que despejam lixo na localidade. O descarte de lixo em terrenos baldios é um problema recorrente no município. Segundo o prefeito, há um projeto em parceria com o Ministério da Justiça, que vai investir um valor de R$ 150 mil para o trabalho com as crianças em 2014, para que elas sejam multiplicadores de conscientização para toda a família sobre o uso e descarte corretos de resíduos.

O prefeito pediu a colaboração da população no sentido de estar atenta ao horário da coleta e deixar o lixo em frente de casa logo antes. “Eventualmente, aconteceram problemas nesse ano de quebras de veículos e de faltas de funcionários e o caminhão não passou no dia determinado, mas sempre procuramos repor já no dia seguinte, imediatamente”, observou.

Antes de optar pela terceirização da coleta, a Prefeitura de Irati estudou municípios que já adotam o sistema – São Mateus do Sul, Ponta Grossa, Palmeira, Lapa e Prudentópolis – e, segundo Odilon, os resultados mostraram a eficácia do serviço. “Analisamos a questão da cobrança que eles realizavam por passada ou, nesse novo modelo que estamos propondo [cobrança conforme produção de lixo], e verificamos que esse novo modelo é o que mais satisfaz a necessidade de Irati, como de outros 60 municípios que utilizam isso em parceria com a Sanepar”, concluiu.

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