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13/05/19 - 00h25 - atualizada em 13/05/19 às 00h46

Derbli fala sobre importância do Plano Diretor de Drenagem Urbana

Plano foi apresentado em audiência pública na segunda-feira (6) pela Ferma Engenharia, empresa contratada para sua elaboração

Da Redação, com reportagem de Sidnei Jorge 

Plano de drenagem urbana contempla ações para minimizar impacto das chuvas fortes em Irati

Em entrevista à Najuá, o prefeito Jorge Derbli (PSDB) comentou a importância do Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU) para o futuro de Irati a médio e longo prazo. O documento foi apresentado, durante audiência pública na Câmara de Vereadores, na segunda-feira (6), pela Ferma Engenharia, empresa contratada, em maio de 2018, para sua elaboração.

O projeto foi criado a partir de emenda parlamentar de R$ 300 mil, da deputada federal Leandre Dal Ponte (PV-PR). Os recursos foram viabilizados pelo Ministério das Cidades. “Esse Plano de Drenagem vai nos dar um norte a todas as obras que deveremos fazer nesta e em outras administrações que vão vir, não em uma administração só, para que se tenha, em longo prazo, obras que acabem de vez com o problema dos alagamentos que existem na cidade de Irati”, disse.

Para Derbli, a importância do Plano está no fato de que é um anseio da população que vem sendo debatido há muito tempo: a troca de soluções paliativas por medidas definitivas. “Foram feitas muitas obras, mas sem um planejamento de que isso tem que ser uma obra em longo prazo. Não é uma administração apenas que vai resolver, mas esse plano dá esse norte. São várias e várias ações que vão ocorrer a curto, médio e longo prazo, de obras realizadas, para que nós, no decorrer do tempo consigamos minimizar os alagamentos”, acrescentou.

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O prefeito ressaltou que esse trabalho se estende desde o início de sua gestão, em janeiro de 2017, com o desassoreamento, limpeza e alargamento do Rio das Antas. “Ficamos um ano fazendo essa obra, lá do início, na BR-277, até próximo do campo do Olímpico [CAUO], fazendo o alargamento e limpeza do rio. Fizemos o Canal Hídrico [no Arroio dos Pereira], aqui no centro da cidade, próximo aos Correios, também para evitar alagamentos. Mas tem que continuar, ainda, até o Rio das Antas, o que seria uma segunda etapa. A primeira já está concluída”, afirmou. O município já está em busca de recursos para a segunda etapa do Canal Hídrico, fazendo o alargamento e a canalização, a partir da linha férrea ao lado da Moageira, até o Rio das Antas.

Em algumas obras em andamento, como é o caso do Parque São João, na Vila São João, já estão sendo adotados alguns procedimentos que visam reduzir o impacto de chuvas fortes ou frequentes, como lagoas de contenção para represar a água das chuvas, a fim de evitar que ela escoe, com força e instantaneamente, para as partes mais baixas da cidade. “O plano básico é esse: fazer a contenção, para que a água, quando vem a chuva naquela proporção muito forte, não chegue rapidamente ao rio e transborde, provocando alagamentos. Temos que conter a água ao longo desse trajeto até chegar ao Rio das Antas”, explicou.

O plano também contempla melhorias não estruturais, como o planejamento de mudanças na legislação para minimizar o impacto de intempéries, limitando áreas de impermeabilização nos terrenos, por exemplo. “Temos que conscientizar as pessoas de que em cada lote, em cada moradia de Irati tem que ter um espaço permeável, que a água consiga penetrar na terra e vá para o lençol freático. Assim, nem toda a água que cai naquele lote vai para as galerias e para o rio”, defendeu.

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“Para nós, esse plano é, sem dúvida, uma das conquistas dessa administração, que vai trazer, ao longo dela e no futuro, muito benefício para a população”, afirmou.

Derbli frisou que, já em dezembro de 2016, foi aprovado o Plano Diretor vigente no município, que estabeleceu regras para os novos loteamentos, por exemplo, com critérios a serem atendidos por esses novos empreendimentos para preservar áreas de permeabilidade e evitar a saturação das galerias pluviais e o decorrente transbordo de rios. “Em Irati, a topografia permite [alagamentos]. É como se fosse uma concha. Toda a água do entorno desce na parte mais baixa e, se não fizermos todas as obras que esse projeto contempla, com certeza não vamos resolver esse problema”, ilustrou.

“Outra obra que pretendo iniciar já no próximo mês é ali na Vicente Machado, próximo ao campo do Iraty [Estádio Emílio Gomes], onde há uma galeria de pedra, que foi construída muito antigamente, era dessa forma que se fazia. No bairro Fósforo existe muito alagamento, porque o rio chega para cruzar a Vicente Machado e ali existe uma galeria, mas o diâmetro é muito pequeno; ela estreita a passagem da água, formando um represamento que alaga todo o bairro Fósforo. Já compramos as galerias celulares e, no próximo mês, iniciaremos a obra. Vamos abrir a rua Vicente Machado e fazer uma galeria paralela, para dar mais vazão e para resolver a questão do alagamento naquele ponto da cidade”, disse.

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