Irati e Região / Notícias

17/02/14 - 00h46 - atualizada em 17/02/14 às 00h54

Condições de cooperativas de recicláveis melhoraram, segundo representantes

Depois que a Prefeitura alugou novos barracões e cedeu caminhões para as cooperativas, foi possível contratar mais pessoal para atuar na coleta seletiva
Edilson Kernicki, com reportagem de Sassá Oliveira

A reportagem da Najuá visitou, durante esta semana, os espaços que abrigam as cooperativas de reciclagem do município de Irati para acompanhar como estão as condições de trabalho depois que a Prefeitura alugou os barracões e cedeu caminhões que faziam a coleta de resíduos orgânicos para a coleta seletiva.

A presidente da Cooperativa Malinoski, Luciane Malinoski, comentou que antes havia três caminhões destinados à coleta e que agora são cinco e ficou estipulado que a divisão dos materiais a serem recolhidos pelas duas cooperativas – Malinoski e a Cooperativa de Catadores de Recicláveis de Irati (COCAIR)– é organizada por bairros. De acordo com ela, a Prefeitura deve ceder mais um caminhão, mas ela afirmou ainda não saber quando.

A COCAIR fica responsável pela coleta seletiva nos bairros: São João, Riozinho, Engenheiro Gutierrez, o Morro da Santa, bairro Nossa Senhora da Luz, Rio Bonito, Camacuã, Nhapindazal, Tucholka, Fragatas e Canisianas. Bairros maiores como Canisianas, Rio Bonito e São João são atendidos pelas duas cooperativas, explica Luciane.

A cooperativa Malinoski realiza a coleta nos seguintes bairros: Alto da Glória, Canisianas, Floresta, Pedreira, Centro, Jardim Califórnia, Pabis, São Francisco, Pichibilski, Stroparo, Vila São João, Conjunto Zarpellon, Rio Bonito, DER, Planalto, Bairro Marcelo e SESI. “Na parte da manhã tem o Cruzeiro do Sul, Orquídea, Lagoa. Também na parte da manhã, quando sobra algum material, saímos pegar aqueles que ficam guardados em oficinas e supermercados, por exemplo”, explica Luciane.
Ainda conforme a representante da cooperativa Malinoski, três caminhões atuam na coleta seletiva atendendo à cooperativa dela e os demais à COCAIR. Na verdade, a COCAIR tem apenas um caminhão e recebe um reforço extra às quartas e quintas, com mais um, pelo fato de que o trecho coberto por eles é grande.

Para Luciane, a disponibilização dos caminhões, por parte da Prefeitura, contribuiu para melhorar o serviço de coleta seletiva. Houve necessidade de contratar mais pessoal para coletar o material nas ruas. “Nos caminhões que eram da coleta de lixo orgânico vão apenas dois coletores e nos demais vão três, porque aí são tambores que precisa virar, que não tem como ficar descendo e depois subindo novamente no caminhão”, explica.

Ela comenta que as oficinas que eles percorrem geralmente possuem tambores de lata, que são pesados para recolher e, por isso, precisa ter o auxílio do terceiro coletor. “No total, principalmente quarta e quinta, saem dez pessoas daqui para fazer a coleta de material. E da COCAIR saem cinco pessoas”, conta.

Além do aluguel dos barracões e de ceder os caminhões, a Prefeitura tem outras contrapartidas para a realização da coleta de recicláveis, como o pagamento das contas de luz e de água e o fornecimento de motoristas, combustível e manutenção para os caminhões. A Provopar também fornece alimentação básica, que é incrementada pela cooperativa, que contratou também uma cozinheira para que todos os coletores tenham almoço fresco todos os dias, em vez de apenas esquentar uma marmita.

Luciane conta que hoje a cooperativa emprega 33 pessoas. No antigo espaço, que já não suportava mais o acúmulo de material que recebia, eram apenas 18. “Agora, para que vocês vejam, não tem mais esse acúmulo. Não dá para deixar o material acumular, por exemplo, porque atrai ratos e baratas. Tem casas perto, então não tem como deixar ficar bagunçado. Sempre digo que, por mais que a maioria fale que é lixo, o reciclável é o trabalho nosso e tem que ser organizado, tem que ser limpo, pois é o ambiente onde estamos todo dia”, ressalta.

Espaço destinado para cooperativa Malinoski
Malinoski possui 33 funcionários


 COCAIR

A representante da COCAIR, chamada Lúcia, que trabalha há cinco anos com a coleta seletiva e diz que pretende continuar, diz que o antigo barracão já apresentava boas condições, mas que era menor. Segundo ela, o novo espaço é amplo, mas ainda demanda tempo para que se organizem, pois existem problemas relativos ao telhado e ao banheiro, que ainda não foram solucionados. Conforme Lúcia, o secretário de Ecologia e Meio Ambiente, Osvaldo Zaboroski, se comprometeu a buscar auxílio de empresários para tentar solucionar os problemas de infraestrutura no barracão.

Diferente da Malinoski, o número de coletores da COCAIR diminuiu depois da mudança de barracões: de 21 passou para 17. No entanto, Lúcia aponta que a cessão dos caminhões da coleta de orgânico para as cooperativas de reciclagem os ajudou bastante: “Melhorou, porque quando apura um tem outro de reserva”, aponta.

Espaço destinado para COCAIR
COCAIR conta com 17 coletores

Comentários

Enquete

O Imposto sobre Valor Agregado (IVA) deve ser a base da Reforma Tributária?

  • Não
  • Sim
Resultados