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04/07/19 - 00h35 - atualizada em 04/07/19 às 01h11

Circulação de animais no Rodeio de Irati depende da apresentação de GTA

Guia de Trânsito Animal (GTA) deve ser retirada junto à Unidade Local de Sanidade Agropecuária (ULSA) de Irati

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub 

Imagem de drone mostra pista de laço do CT Willy Laars, que receberá rodeio de Irati entre os dias 12 e 14 de julho

Como ocorre em todos os anos, a circulação de animais no 31º Rodeio de Integração de Irati, que acontece de 12 a 14 de julho, no CT Willy Laars, estará sujeita à apresentação da Guia de Trânsito Animal (GTA). O documento é obtido junto à Unidade Local de Sanidade Agropecuária (ULSA) de Irati, o escritório regional da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR).

A precaução que exige a confirmação de certos tipos de vacina e de segurança sanitária para o transporte desses animais é um assunto levado a sério, tendo em consideração que, no ano passado, circularam cerca de 750 cavalos no CT Willy Laars ao longo de três dias de rodeio. Bovinos e ovinos também circulam pela área do evento, mas em menor escala.

“Por ser uma aglomeração grande, tem risco de transmissão de doenças. Então temos que obedecer à legislação vigente. Para poder entrar no recinto do parque, mesmo que seja para um simples passeio, mesmo que a pessoa não vá participar dos torneios (das provas do rodeio), ela deve estar devidamente documentada. Ela deve providenciar, primeiramente, a documentação dos exames: o de anemia infecciosa equina e o exame do mormo”, explica a médica veterinária da ADAPAR, Cristina Barra do Amaral Bittencourt.

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A anemia infecciosa equina é transmitida por picada de inseto ou contato com sangue infectado. É uma doença retroviral que acaba por reduzir a resistência do animal a outras doenças e ele enfraquece até a morte, de acordo com Cristina. “Tivemos um caso recente em Irati. Então, é muito importante que todos os animais que entrem no rodeio tenham diagnóstico negativo para anemia infecciosa equina (AIE)”, salienta.

O mormo, que é uma doença debilitante dos equinos, pode também atingir felinos (gatos) e até mesmo humanos. Nos cavalos, produz rinite e grande secreção de muco, além de dilatação e endurecimento das glândulas da mandíbula inferior. “Apesar de não termos casos dentro do estado do Paraná no momento, o Ministério da Agricultura (MAPA) acredita que tem que ser feito esse controle, porque em outros estados já está havendo casos. Como ela pode passar para as pessoas, temos que tomar o devido cuidado”, alerta.

Todos os cavalos devem também ser imunizados contra a influenza equina (gripe). A gripe dos cavalos é bem semelhante a dos humanos e também pode afetar aves e suínos. “A vacinação dura um ano e todo ano precisa ser reforçada”, orienta.

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Como os exames de Anemia Infecciosa Equina e de mormo levam pelo menos 48 horas para ficarem prontos, os pecuaristas que pretendem levar seus animais ao rodeio devem providenciá-los junto a seus veterinários de confiança ainda nesta semana. A Unidade Local de Sanidade Agropecuária vai emitir as guias até a próxima quarta-feira (10). A partir do meio-dia da próxima quinta (11), os fiscais da ADAPAR já estarão no portão dos fundos do CT Willy Laars, de plantão, observando a entrada dos animais no local do rodeio. “Quem chegar, já passe lá, já apresente os exames dos animais, a GTA, para que possamos conferir e providenciar a GTA de retorno. Sempre que vai para um evento com GTA, tem que providenciar a GTA de retorno para voltar à propriedade”, reforça.

No rodeio, haverá um veterinário terceirizado e a equipe da ADAPAR vai se revezar: parte fica no escritório regional, emitindo as GTAs, enquanto os demais fazem a fiscalização no portão do CT Willy Laars. “Vai funcionar dessa forma, no portão dos fundos, onde tem o desembarque dos cavalos. Desembarca lá fora, apresenta os documentos; se estiver tudo em ordem, entra e pode seguir para o acampamento. Se não estiver com a documentação, já nem venha, porque não vai poder entrar”, adverte Cristina.

Segundo a veterinária da ADAPAR, as adaptações e melhorias pelas quais o parque de rodeios do CT Willy Laars passou contribuirão para que o evento ocorra de forma cada vez mais segura para os frequentadores, para os competidores e para os animais.

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Mais informações podem ser obtidas junto à Unidade Regional de Sanidade Agropecuária (URS) de Irati, na Rua Dr. Correia, 100, ou pelo telefone (42) 3421-3514. A ULSA de Irati funciona no mesmo endereço, mas o telefone é o (42) 3421-3504. O e-mail é o adapariri@adapar.pr.gov.br. Lá, pode ser consultada a lista de veterinários aptos a fazer o exame que diagnostica o mormo.


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