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08/12/19 - 21h03 - atualizada em 09/12/19 às 16h40

Concurso Internacional de Contos Eslavos premia três trabalhos iratienses

O II Baika foi promovido pelo Núcleo de Estudos Eslavos da Unicentro, em parceria com a Universidade de Varsóvia, na Polônia

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub. Fotos: Divulgação

Os três trabalhos premiados na categoria juvenil do II Baika: Concurso Internacional de Contos Eslavos são de autores iratienses; todos do distrito de Gonçalves Júnior. A premiação foi realizada na quinta-feira (5), no Auditório Denise Stoklos, no campus Irati da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro).

Foram mais de 60 trabalhos inscritos, de todo o Brasil, em duas categorias: juvenil – até 16 anos – e adulto, para quem tem a partir de 17. Duas convidadas internacionais participaram da premiação: Izabela Stampor, professora na Universidade de Varsóvia (Polônia) e Olha Sytnik, deputada da Oblast de Ivano-Frankivsk (Ucrânia).

Promovido pelo Núcleo de Estudos Eslavos da Unicentro, em parceria com a Universidade de Varsóvia, na Polônia, o concurso é coordenado pela professora doutora Marileia Gärtner, vice-chefe do Departamento de Letras/Irati. O concurso resulta dos convênios de cooperação internacional entre as duas instituições.

“De forma muito feliz, podemos anunciar que foi um sucesso. Tivemos 64 contos inscritos, de autores de todo o Brasil. Deu muito trabalho à nossa Comissão Julgadora para chegarmos a esses vencedores”, avalia Marileia.

A comissão julgadora, formada por membros das comunidades acadêmica e eslava, devia selecionar os três melhores contos de cada categoria. A temática do concurso exigia que o texto abordasse a cultura eslava, fosse através de elementos da história ou do folclore – lendas, mitos, rituais, brincadeiras, saberes e outros aspectos culturais. Cada participante poderia se inscrever em apenas uma categoria e precisava apresentar um trabalho inédito: que ainda não tivesse sido premiado em outro concurso ou já publicado em livros, coletâneas e revistas.

Da categoria juvenil, os três melhores contos são de autores da localidade de Gonçalves Júnior, interior de Irati. Em 1º lugar ficou o conto “Nem tudo é o que parece ser”, de Eliane Berger Piala. A 2ª colocação ficou com o conto “Utopia do amor”, de Alan Henrique Pedroso. De Maria Eduarda Strujak, o conto “Separados pela Guerra”, obteve a 3ª classificação.

Na categoria adulto, os trabalhos premiados são oriundos de várias cidades do Paraná e um de São Paulo. O 1º lugar foi conquistado por Paula Pexider Srica Winge, de São Paulo (SP), que escreveu o conto “Marija e o Reino dos Bordados”. O 2º lugar foi de Cecília Szenkeicz Holtman, de São José dos Pinhais, autora do conto “Male Kogute – Pequenos Galos”. Vanderlei Kroin, de Mallet, foi premiado pelo conto “Raízes”.

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Também tiveram destaque os trabalhos: “A colheita”, de Sandra Mara Barauce – Palmeira, em 4º lugar; “Amarílis Vorona – O Lírio Corvo, de Ellen Napolyanna Hladczuk Antonio – Prudentópolis, em 5º lugar e “Poema de uma tarde de outono”, de Adriano Luís Fonsaca – Curitiba, em 6º lugar.

Os trabalhos premiados serão publicados, no início de 2020, em livro, pela editora “Todas as Musas”, de São Paulo (SP). “Essa publicação se dá por parte dessa parceria que temos com a editora e o apoio que ela dá a esse concurso. Chamou muita atenção, durante todo o concurso, a bonita imagem que ilustrou o cartaz de divulgação. Quero agradecer ao Eloir Amaro Júnior, artista plástico de Curitiba, que nos cedeu uma imagem exclusiva para esse Baika, para ilustrar nosso II Baika”, comenta a coordenadora do concurso.

A imagem apresenta a Baba Yaga (ucraniano) ou Baba Jaga (polonês), personagem do folclore eslavo que representa um ser sobrenatural, um tanto quanto ambíguo, uma “bruxa-fada”, que ora pode ajudar ora pode atrapalhar de vez quem cruza seu caminho. “A imagem vai fazer parte do nosso livro, que todos vão poder ter acesso, por meio da editora Todas as Musas, no início de 2020. A publicação em livro é importante, porque ela permite divulgar os contos e é uma publicação que faz com quem tiver curiosidade de saber, conhecer, ler o que se publicou e o que se escreveu no Baika”, conclui.


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