Política e Eleição / Notícias

10/06/18 - 22h17 - atualizada em 10/06/18 às 22h29

Vereador questiona suposta falta de apoio ao grupo Mule’k

Sérgio Mazur requereu explicações do secretário de Esporte, Turismo e Cultura sobre negativa de apoio ao grupo de dança para participação em evento na cidade de Curitiba

Da Redação 

Vereador Sérgio Mazur apresentou requerimento pedindo explicações sobre a falta de apoio da secretaria de Cultura ao grupo Mule’k

O vereador Sérgio Mazur (PSD) requereu explicações do secretário de Esporte, Turismo e Cultura de Rio Azul, Osvaldo Kosciuk Júnior, quanto à negativa de apoio ao grupo de dança Mule’k, para participação no Jopef Dance Festival, em Curitiba, onde o grupo se apresentou no sábado (2). O pedido de justificativas foi apresentado na sessão ordinária da Câmara de Rio Azul realizada na terça-feira (5).

Mazur pediu também que sejam esclarecidas as razões para que o grupo Mule’k, que já é tradicional na cidade e tem reconhecimento público, tenha sido preterido em relação a outro grupo de dança, que recebeu o mesmo tipo de ajuda negado ao Mule’k. Ainda sobre o apoio ao outro grupo de dança, o vereador pediu que Kosciuk preste contas de valores gastos com combustível, diária do motorista e pagamento de inscrições, se for o caso.

PUBLICIDADE

O parlamentar reforçou o pedido em participação na Tribuna Livre, no final da sessão. “Fui procurado há dez ou 12 dias, antes de ter esse Festival, fui procurado pelo Grupo Mule’k, para que elas conseguissem o ônibus para representar nosso município. E não conseguiram ônibus nem pagamento de inscrição e foram com custos próprios, dos pais e de alguns vereadores, que ajudaram”, reiterou.

Mazur disse que vai aguardar uma resposta do secretário antes de fazer um comentário mais extenso a respeito desse caso. Entretanto, o vereador afirmou que espera que não haja uma tentativa de justificar o não-apoio com falta de combustíveis em virtude da paralisação dos caminhoneiros, se o pedido havia sido feito com antecedência. O custo de inscrição por bailarino, a depender da categoria e da data de inscrição, variava de R$ 40 a R$ 70.

PUBLICIDADE

O vereador insinuou que a negativa resulte de “perseguição política” da parte da atual gestão, tendo em vista que as coreógrafas, Sandra Romanhuk e Aline Oliveira, foram respectivamente secretária de Cultura e servidora da pasta durante a administração passada, do ex-prefeito Silvio Paulo Girardi. Mazur também afirmou que vai apurar se houve, de fato, o transporte de outro grupo de dança de Rio Azul ao evento e o pagamento de inscrições.

“Se aconteceu de um grupo ganhar – ainda vamos ver em documentos – ônibus, inscrições pagas, por que o outro não? Escutei nesta Casa, foi falado aqui que não haveria perseguição. Será que é porque lá tem duas professoras, a professora Sandra [Romanhuk] e Aline [Oliveira]? Mas e as adolescentes, que são mais de 30? Será que não se pensa nelas?”, questionou.

PUBLICIDADE

Transporte escolar

O vice-presidente da Câmara, Leandro Jasinski (PV), relembrou que há muitas sessões se cobram melhorias no transporte escolar e que já chegou a ser solicitado o comparecimento do chefe do setor para prestar esclarecimentos sobre o serviço na Tribuna Livre. “Está havendo muita cobrança, de toda a população, sobre o transporte escolar, pela troca contínua de motoristas, pela quebra constante dos ônibus, que tem feito os alunos faltarem às aulas; estão perdendo aulas por falta de transporte. Está havendo uma cobrança muito grande em cima de todos nós. Seria importante que houvesse um melhor esclarecimento para a Câmara e para a população, para tentar resolver, de uma vez, esse problema, que está atingindo muitas crianças”, ponderou.

“Já convoquei os senhores: querem fazer uma comissão para irmos aos fornecedores que fazem manutenção dos ônibus; irmos ao pátio para ver o porquê de tantas quebras dos ônibus. A hora que se manifestarem e falarem que vamos fazer essa comissão, vamos. Já avisei até ao prefeito. Ele concordou que isso seja feito”, rebateu o presidente da Câmara, Edson Paulo Klemba (PDT).

Mazur concordou em formar a comissão e disse que ainda no dia da sessão foi cobrado a esse respeito, de que os vereadores não estariam fiscalizando o setor de transporte escolar. “Tem meu apoio, senhor presidente, de fazermos essa comissão na Casa e que nós possamos ir não apenas uma vez lá, mas seguidamente, se tivermos uma comissão, ir lá para investigar e acompanhar”, sugeriu.

Jair Boni (PSB) também se manifestou sobre o tema e lembrou que uma comissão já havia sido formada quando da compra dos ônibus do transporte escolar. “Quero lembrar uma situação em que foi feita uma comissão de vereadores para compra e não-compra de ônibus. Todo mundo assinou, todo mundo fez o trabalho, o prefeito assinou que não era para comprar. Acabaram passando por cima da comissão e compraram o ônibus. Um problema dessas reformas desses ônibus pode começar até na parte da licitação. Concordo em formarmos a comissão e investigarmos, sem problema nenhum”, afirmou o vereador.

“Da licitação, eu digo a você que não existe problema nenhum, porque ela só verifica documentos, ela se baseia através de documentos”, respondeu Klemba. “Essa questão dos ônibus foi algo que eu briguei lá dentro [da Prefeitura] e até hoje tenho encrenca com certas pessoas pela questão de comprar ônibus e mandar embora e, depois, trazer o mesmo ônibus”, emendou o presidente da Câmara.

Klemba disse não ser contra a compra de ônibus usados. “Não sou contra que sejam ônibus usados, mas se fez uma situação dessas, vá até o fim: manda trocar o ônibus e traz outro”, acrescentou.

Boni apontou que há boatos de subcontratação por parte da empresa licitada para a manutenção dos ônibus. “Algo que me falaram foi que alguém de Irati, que ganha essa licitação, repassa para outra empresa de Irati fazer o serviço. Essa outra empresa repassa para uma de Rio Azul fazer o serviço”, disse.

Klemba prontamente desmentiu: “Não é assim, Jair, e isso eu acompanho. O que é feito no edital: a empresa ganhadora do edital, sendo de fora, tem que ter um mecânico aqui dentro da cidade, que possa prestar um serviço de emergência. É contratado pela empresa, vamos supor, num serviço emergencial, vir de Irati até aqui não tem, às vezes, como ser rápido. Essa empresa tem que ter um mecânico dentro de Rio Azul, contratado para prestar esse serviço emergencial. Não é que ela repasse para terceiros. Foi o que vi dentro do edital”, esclareceu.

O presidente reforçou o convite para que os vereadores formem a comissão para fiscalizar a manutenção dos ônibus e recomendou que marquem uma data em breve para fazer as visitas.

Repasses ao Hospital São Francisco

Edson Klemba também abordou a questão do repasse de recursos do município ao Hospital de Caridade São Francisco de Assis, durante sua manifestação na Tribuna Livre, em resposta a um pedido feito na sessão anterior a respeito.

O presidente da Câmara afirmou que deixaria nas mãos do secretário executivo da Câmara, José Augusto Gueltes, à disposição de quem quiser consultar, uma cópia do contrato e dos repasses feitos ao hospital, com esclarecimentos a respeito dos valores repassados. “O hospital tem um contrato de prestação de serviços com a Prefeitura. Portanto, não é um repasse mensal. Tudo o que seja justificado, até R$ 30 mil é pago. Se eles não colocaram serviços até R$ 30 mil, então não são pagos até R$ 30 mil”, justificou.

O vereador ressaltou que houve uma mudança na legislação, que impede que a Prefeitura execute repasses a hospitais ou entidades que não sejam exclusivamente para prestação de serviços. “Então, o hospital presta um serviço; até R$ 30 mil eles estão autorizados a fazer o serviço, justificar na Prefeitura e daí são pagos até R$ 30 mil. Os repasses eram de R$ 14 mil até o acordo que eles [hospital e prefeitura] fizeram”, apontou.

Klemba detalhou que os R$ 30 mil são um limite de pagamento para a prestação de serviços pelo hospital à Prefeitura e que o município já pagou R$ 22 mil em serviços prestados. Ou seja, a Prefeitura paga de acordo com a quantidade de atendimentos.

A secretária da Mesa Diretora, vereadora Maria da Conceição Burko, solicitou, num aparte, que seja encaminhado um ofício ao provedor do hospital, o médico Alexandre Burko, para que use a Tribuna Popular para prestar mais esclarecimentos a esse respeito. Klemba sugeriu que ela mesma, que é esposa do provedor, fizesse o convite ou esclarecimentos, mas ela respondeu que se omite e prefere que a Câmara envie o ofício para que Burko se manifeste pessoalmente.

“Se for desse modo que o senhor está falando, existe um meio de o prefeito mandar um projetinho [um projeto de lei], para que seja aprovado pela Câmara esse repasse dos R$ 30 mil”, sugeriu o vereador Valdir Siqueira (PR), em aparte.Klemba respondeu que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) não permite mais esse tipo de repasse, mas se comprometeu a buscar mais informações a esse respeito junto à assessoria jurídica da Casa.

Siqueira mencionou que outros municípios oferecem repasses até maiores aos hospitais. “Fui atrás, só para ver como funciona. Mallet, por exemplo, dá R$ 70 mil [ao Hospital de Caridade São Pedro]; Rebouças, R$ 50 mil [ao Hospital Dona Darcy Vargas]. E isso foi aprovado pelas Câmaras. Não sei se para a nossa Câmara não há uma lei para o mesmo também possa ser feito”, disse.

Expediente

No expediente, deram entrada na Câmara três projetos de lei de autoria do presidente da Câmara denominando ruas da Vila Kojunski. Numa das proposituras, denomina Ervino Duda a Via Projetada A do Loteamento Maristela Duda Kojunski – ou Residencial JMK, conforme aprovado pelo decreto 74/2018, da Prefeitura de Rio Azul. A via possui traçado transversal à Rua Amílcar de Resende Dias, no sentido norte-sul, e tem aproximadamente 60,6 metros de extensão.

A segunda propositura denomina como Rua Amílcar de Resende Dias a via pública com traçado transversal à Rua Adelermo de Camargo, que tem início a partir desta e segue, depois, a direção oeste-leste, com aproximadamente 200 metros de extensão, até o cruzamento com as ruas Presidente Tancredo Neves, Madalena Chernobai Duda e Ervino Duda.

A terceira proposição é a de denominar via pública como Rua Madalena Chernobai Duda a Via Projetada B do Loteamento Maristela Duda Kojunski, com traçado transversal à Rua Amílcar de Resende Dias, no sentido norte-sul, com aproximadamente 84,4 metros de extensão.

Ordem do Dia

A Câmara aprovou por unanimidade, em segunda discussão, dois projetos de lei: um do Legislativo e outro do Executivo.

O projeto de lei 910/2018, proposto pelo vereador Klemba, altera a redação do artigo 26 do Plano Diretor Municipal (lei 561/2010) e acrescenta o terceiro parágrafo, que excetua da restrição que trata o caput as áreas urbanas já consolidadas até a edição do Novo Código Florestal (lei 12.651, de 25 de maio de 2012).

Foi também aprovado em definitivo o projeto de lei 911/2018 do Executivo, que cria o Brasão do Centenário. Esse brasão comemorativo, com desenho assinado pelo artista rio-azulense Laércio Soares da Silva, deverá ser usado em concomitância ao Brasão de Armas no decorrer do ano de 2018, ano do centenário de emancipação política e administrativa de Rio Azul. O desenho do brasão comemorativo apresenta elementos que representam a trajetória histórica do município de Rio Azul ao longo de um século de existência, em sua formação étnica, ciclos econômicos, traços culturais e belezas naturais.

Os dois projetos foram aprovados por unanimidade, em redação final, e foram encaminhados para sanção do Executivo.

Por fim, os vereadores aprovaram um projeto de resolução, da Mesa Diretora, que autoriza a Câmara a realizar despesas para a aquisição de selos comemorativos em alusão aos 100 anos de instalação da Câmara Municipal de Rio Azul.


Comentários

Enquete

Em relação aos candidatos à presidência da república, você está?

  • Confuso (a)
  • Definido (a)
  • Indeciso (a)
Resultados