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16/08/18 - 02h27 - atualizada em 17/08/18 às 09h11

São Mateus do Sul tem candidato à Câmara Federal

Rui Rossetim (PT) conversou com a Rádio Najuá sobre suas pretensões políticas

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub 

O atual diretor e ex-presidente da Sindipetro de São Mateus do Sul, Rui Dalcion Rocha Rossetim (PT), quer representar a região no Congresso Nacional. O candidato a deputado federal conversou com a reportagem da Najuá a respeito de suas intenções no Legislativo, se for eleito.

Rossetim foi candidato a vereador em 2012 e em 2016 e chegou a ocupar uma cadeira, como suplente, na Câmara de São Mateus do Sul, por alguns meses, em 2015. O candidato nasceu em Prudentópolis e cresceu em Irati, até que foi morar em São Mateus do Sul para trabalhar na Petrobras.

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Ouça a reportagem completa sobre a candidatura de Rui Rossetim no fim do texto

Motivos da candidatura

O presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de São Mateus do Sul decidiu entrar no pleito diante da descrença da população com a política, “a ponto de muitos preferirem nem ouvir falar dela, de votar em branco ou simplesmente não votar, anular o voto ou votar em alguém por protesto. Precisamos decidir sobre as coisas que influenciam nossas vidas e, gostando ou não da política, ela é o espaço ideal para fazer esse debate”, justifica Rossetim.

O candidato acredita que a democracia não é exercida em sua plenitude no Brasil, pois se reserva ao povo apenas o direito/obrigação de votar. “Podemos dizer que estamos vivendo uma crise de representatividade política, ou seja, os políticos não estão fazendo aquilo para o qual foram eleitos. Uma eleição nada mais é que um contrato de prestação de serviços e temos feito maus contratos de serviços ultimamente, porque quem contratamos está agindo de forma totalmente diferente do para que foi eleito”, considera. Segundo Rossetim, na atual conjuntura, o interesse individual tem se sobreposto ao coletivo.

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Rossetim manifesta desde já que se opõe à privatização de estatais como a Embraer, Eletrobras, Petrobras e o Pré-Sal, que ele considera ferramentas indispensáveis para retirar o País da recessão, com a oferta de empregos. “A política é, antes de tudo, um ato de respeito às pessoas. Muito além de trazer verbas para seu município, o deputado federal deve elaborar leis e aprovar o orçamento e fazer a fiscalização do Executivo em nível federal. E para bem representar a população, pode e deve, disponibilizar seu mandato a favor das diversas questões da sociedade. Mas o que vemos hoje é um Congresso totalmente alheio aos interesses da população”, analisa.

“Participo dos Conselhos de Saúde, de Educação, dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), e outros, sempre de forma propositiva para a solução dos problemas”, comenta.

Rossetim também afirma defender os interesses dos agricultores familiares e, como petroleiro, defende a Petrobras como empresa pública geradora de riquezas para o Brasil, com referência técnica, econômica, social e ambiental.

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Propostas

Entre as plataformas de campanha do candidato a deputado federal, está a promoção de formação política para a sociedade, a fim de que ela desempenhe bem seu papel na democracia; a garantia de direitos e bem-estar da população; atuar para anular a Reforma Trabalhista e todas as leis que considera que atacam direitos; adequar a legislação, aperfeiçoando leis trabalhistas, previdenciárias, tributárias, eleitorais e outras, “que garantam ao Brasil a segurança jurídica para seu crescimento”, propõe.

Outra proposta do candidato é a revisão do marco regulatório do petróleo e defender o Pré-Sal como financiador da Saúde, da Educação, da Previdência e Seguridade Social, da Segurança Pública e do desenvolvimento de energias alternativas. Rossetim também pretende lutar contra as privatizações de bancos públicos, Correios, companhias de energia elétrica e de água, e da Saúde e da Educação.

“Defender o concurso público como forma democrática de obter emprego decente para quem não tem apadrinhamento” é outra plataforma defendida pelo candidato a deputado federal.

Rossetim pretende, ainda, defender a agricultura familiar e a reforma agrária, a fim de assegurar a soberania alimentar, livre de agrotóxicos. Da mesma forma, quer apoiar movimentos sociais e iniciativas de controle social. “Aperfeiçoar o pacto federativo, pois é nos municípios que acontecem as políticas públicas e dialogar com todos os segmentos da sociedade, uma vez que a política é a arte de equacionar e resolver conflitos”, conclui o postulante a uma cadeira no Congresso Nacional.

Rui Rossetim foi vereador em São Mateus do Sul durante alguns meses em 2015

Dobradinha

O diretor do Sindipetro pretende estabelecer “dobradinha” com dois candidatos a deputado estadual: Tadeu Veneri e Professor Lemos. Por enquanto, avalia a possibilidade de firmar também essa “dobradinha” com o deputado Péricles de Holleben Mello. “Como minha candidatura extrapola um pouco a região, quero trabalhar também com Prudentópolis, pois sou natural de lá. Estamos organizando, com o Sindipetro, uma campanha ampla, não só na região”, afirma.

Campanha na região

Com um período de campanha bem mais curto em relação às eleições de 2012, Rossetim aposta na articulação com lideranças políticas locais para propagarem seus ideais e propostas. O corpo-a-corpo deve se concentrar em cidades como São Mateus do Sul, base eleitoral do candidato, Irati, Prudentópolis e Guarapuava, por exemplo. “Uma campanha como essa precisa ter apoios. Então, que cada pessoa que se simpatize com a proposta, convide seus amigos e parentes, marque reuniões. Disponibilizamos uma agenda para ir esclarecer as propostas. Também temos a campanha pela Internet, no Facebook”, diz.

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Imagem do PT

Sobre o desgaste de imagem que o PT enfrenta desde o impeachment de Dilma Rousseff e a prisão de Lula, o candidato opina que ele se deve ao impacto da grande mídia sobre a opinião pública. Rossetim diz que até concordaria com o impeachment se o sucessor fosse um presidente melhor que resolvesse a situação do país. “Fazer o impeachment da Dilma, não deveria, mas se vier para melhorar, então que venha alguém para trazer uma proposta melhor. Parece que não foi melhor essa proposta. Parece que piorou a situação. Vemos um arrependimento no eleitorado. A pergunta que está no ar, hoje, é: em quem votar?”, comenta.

“Sobre o Lula, a discussão eu digo que não é se ele é condenado em primeira, segunda ou que instância for. Nós defendemos a tese de que o Lula é inocente e essa prisão é simplesmente para tirá-lo da disputa eleitoral”, completa.

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Confira a reportagem completa sobre a candidatura de Rui Rossetim

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