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08/06/18 - 19h59 - atualizada em 08/06/18 às 20h15

Controvérsia na Câmara sobre feriado da Santa

Por um lado Kuhn, Surek e Mello discutem sobre credo, de outro, Zequinha Bodnar aponta uma saída engenhosa

Da Redação, com informações da Assessoria da CMI 


Contrário ao projeto que institui o feriado municipal de Nossa Senhora das Graças em 27 de novembro, o vereador Rogério Luís Kuhn (PV) lamentou, durante a sessão da Câmara de Irati desta semana, as críticas recebidas da igreja. “Acho isso injusto porque estou propondo uma discussão acerca do projeto, fomos eleitos para discutir assuntos, isso é democracia”, disse o parlamentar invocando a Constituição Federal para atestar que o Estado não deve sofrer influência de qualquer religião e nem gastar dinheiro com determinado credo. “O governo não participa das igrejas e as igrejas não participam do governo. O projeto em questão contém inconstitucionalidade da impessoalidade, não podemos votar em causa própria. Na questão da eficiência, a matéria tem que trazer benefícios e neste caso traz prejuízos para o comércio e economia iratiense. Na questão da publicidade, os atos têm que ser públicos e neste caso nem sequer o presidente da Comissão da Santa sabia do feriado. O autor direciona a responsabilidade para o Executivo, isso é proibido, não pode gastar dinheiro com determinado credo, como diz o princípio da economia e da razoabilidade, disse.

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O vice-presidente da Casa, Roni Surek (PROS), saiu em defesa da igreja católica e falou do teor das críticas referidas por Kuhn. “O padre disse que quem sustenta as igrejas são os dizimistas e que as empresas só contribuem por ocasião das festas”.

Já o presidente Hélio de Mello (PMDB), autor da proposta, apelou para o censo de patriotismo. “Se não nos respeitam pela fé, nos respeitem pela história do monumento cinquentenário no alto da colina. O espaço geográfico onde está a imagem já tem dono, já tem documento, já tem posse, é um santuário e é de Irati inteiro. Estas discussões são muito importantes, tanto é que solicitei que hoje o projeto não entrasse em votação”, esclareceu.

Quem também se pronunciou foi José Bodnar (PV). Ele lembrou que já passaram pelo legislativo concessões de títulos de cidadania e subvenções para entidades que prestam serviços à comunidade ligadas a diversas outras religiões que não católica.

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Cálculo mostra possibilidade de pelo menos um dos três feriados cair domingo

Bodnar, que é engenheiro por profissão, contou que fez um cálculo e prova que por diversas ocasiões um dos três feriados de novembro vai cair num domingo. “Temos muito tempo para discutir ainda, prazos para votar e um detalhe, fiz os cálculos junto com o professor Mário Humberto Menon dos feriados de novembro 2, 15 e 27, se colocarmos em progressão aritmética ou geométrica, estes feriados não têm a mesma frequência entre os números, ou seja, haverá dentro do calendário diversas vezes que um deles cairá no domingo”, explicou.

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