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29/11/18 - 16h57 - atualizada em 02/12/18 às 23h51

STJ mantém prisão de acusado de feminicídio

Acusação também solicitou abertura de inquérito contra irmã do acusado e esposo da vítima, João Fernando Nedopetalski, apontada como mandante do crime

Da redação

Ivanilda Kanarski foi morta com dois tiros no Parque Aquático de Irati

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa de João Fernando Nedopetalski, acusado de matar a esposa Ivanilda Kanarski, no dia 26 de julho, no Parque Aquático de Irati.

Em nota, o ministro Félix Fischer, relator do caso, justifica sua decisão explicando que há “necessidade de garantia da ordem pública”, uma vez que, além de ter efetuado os disparos em local público e em plena luz do dia, o acusado teria cometido o crime simplesmente pela condição de Ivanilda ser mulher (feminicídio). Conforme o magistrado, o processo está transcorrendo normalmente.

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O STJ entende que as circunstâncias do crime mostram a periculosidade de João Fernando. Segundo relato de testemunhas no processo, o suspeito é usuário de drogas. Em outra oportunidade, ele teria tentado matar o irmão de Ivanilda, Romildo Kanarski, com vários golpes de faca de cozinha no abdômen, braços, mãos e costas, o que resultou em lesões gravíssimas.

Com a negativa do habeas corpus, João Fernando deve permanecer detido até o julgamento, marcado inicialmente para fevereiro de 2019. Em setembro, o Tribunal de Justiça do Paraná já havia negado outro pedido de liberdade feito pela defesa do acusado.

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Advogado da família solicita abertura de investigação contra suposta mandante do crime

O advogado de acusação, Vandir Fracaro, entrou com um pedido de abertura de inquérito para investigar a participação da irmã de João Fernando como mandante do crime. O filho do casal disse em depoimento que foi com o pai e a tia até Curitiba, onde a família tem residência. Chegando à capital, ela teria exigido que o irmão matasse Ivanilda. Uma possível desavença entre a vítima e a acusada pode ter sido a motivação para o ato.

Em nota, o advogado comenta que o adolescente contou que a tia estava planejando a morte de Ivanilda e que ela já havia definido a forma como João Fernando deveria se manifestar sobre o caso. Ela teria adquirido a pistola utilizada pelo acusado para atirar na vítima e vinha pressionando o irmão para que ele contasse à Polícia Civil a sua versão sobre o ocorrido. Uma oitiva dos irmãos deve ser solicitada pela acusação nos próximos dias.

Procurado, o delegado Paulo César Eugênio Ribeiro afirmou ainda não ter conhecimento sobre o pedido feito pelo advogado da família de Ivanilda.

A reportagem da Najuá procurou a defesa do acusado, mas não obteve resposta até a conclusão desta reportagem. O espaço continua aberto para a manifestação. 

João Fernando Nedopetalski foi detido logo após o crime por um policial militar que estava de folga

Morte de Ivanilda

Ivanilda Kanarski foi morta com dois tiros na manhã do dia 26 de julho, na frente dos filhos, no Parque Aquático de Irati. João Fernando também tentou matar a tiros o cunhado e foi detido por um policial militar, que estava de folga, mas ouviu os disparos e foi até o local do crime para verificar o que havia ocorrido. Além do homicídio, o marido de Ivanilda é considerado suspeito de ter cometido atos de violência sexual contra um dos filhos do casal, conforme o advogado da família. Fracaro informa que a criança confirmou os fatos. A família entrou com um pedido de indenização por danos morais.

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