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04/08/18 - 11h12 - atualizada em 06/08/18 às 01h45

Polícia Civil de Irati conclui inquérito sobre morte de Ivanilda Kanarski

Suspeito de cometer o crime, ocorrido no dia 26 de julho, será indiciado por homicídio qualificado e tentativa de homicídio

Paulo Henrique Sava

Ivanilda Kanarski, de 30 anos, foi morta no dia 26 de julho, na frente dos filhos, no Parque Aquático

A Polícia Civil de Irati concluiu nesta semana o inquérito sobre o caso do assassinato de Ivanilda Kanarski, de 30 anos, morta no dia 26 de julho pelo próprio marido na frente dos filhos no Parque Aquático. Ela levou dois tiros e chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu ao dar entrada na Santa Casa de Irati.

O delegado Paulo César Eugênio Ribeiro repassou o caso ao Ministério Público. As investigações foram concluídas nesta sexta-feira, 03. No Inquérito, foram inclusas imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas, certidões e resultados de perícias feitas no local do crime. 

Confira a entrevista completa do delegado Paulo César Eugênio Ribeiro no fim desta matéria.

Conforme o delegado, o suspeito, que foi preso em flagrante pelo homicídio, também será indiciado por tentar matar o cunhado, que estava junto com Ivanilda no momento do crime. “Esta é a razão pela qual nós indiciamos ele, por esta tentativa de homicídio. No caso da Ivanilda, ele foi indiciado pelo homicídio qualificado, em razão de dificultar a defesa da vítima e de ser contra a sua esposa (o chamado feminicídio). Com relação ao cunhado, ele (suspeito) foi indiciado por tentativa de homicídio também qualificado, tendo em vista que os disparos que ele efetuou contra o cunhado visavam a impunidade, que ele conseguisse empreender fuga”, frisou.

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No caso do homicídio consumado contra Ivanilda, o suspeito pode pegar até 30 anos de prisão. Pela tentativa de homicídio, a pena varia de 12 a 30 anos, com redução de 1 a 2 terços da pena. Porém, por conta da presença dos filhos no local, a pena pode aumentar. Conforme Ribeiro, no início desta semana foi feito um novo interrogatório ao suspeito, que confessou a autoria do crime. No entanto, ele teria caído em contradição durante o depoimento.

“Ele chegou a relatar que fez apenas um único disparo. Esta foi uma das contradições que conseguimos pegar durante o interrogatório, mas na verdade foram mais disparos, tendo em vista que a própria vítima teve duas perfurações”, comentou.

Suspeito foi detido por um policial militar que estava de folga no dia do homicídio

Com a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público deve oferecer denúncia e o suspeito poderá ser levado a Júri Popular na sequência. O delegado confirmou que testemunhas que presenciaram o crime foram ouvidas durante as investigações. “Algumas pessoas não sabiam o que tinha ocorrido, outras apenas escutaram o barulho, mas o conjunto das testemunhas ouvidas é, sem erro, no sentido da prática do homicídio”, pontuou.

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O que causou estranheza no delegado foi o fato de o suspeito ter dito, durante o depoimento, que não houve qualquer discussão entre ele e a vítima antes do crime. “Geralmente, para culminar no homicídio, tem que haver uma discussão prévia, uma agressão ou coisa assim. Porém, simplesmente, pelo que foi apurado e pelo que ele mesmo relatou, foi até a caminhonete, retornou e, sem discussão ou briga, efetuou os disparos contra a esposa. Ele não chegou a comentar a motivação do crime, preferiu ficar em silêncio, o que é um direito dele, e isto vai ser apurado mais à frente”, finalizou.

Delegado Paulo César Eugênio Ribeiro concluiu inquérito e repassou o caso ao Ministério Público


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