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04/08/18 - 11h12 - atualizada em 03/09/18 às 16h37

Polícia Civil de Irati conclui inquérito sobre morte de Ivanilda Kanarski

Suspeito de cometer o crime, ocorrido no dia 26 de julho, será indiciado por homicídio qualificado e tentativa de homicídio

Paulo Henrique Sava

Ivanilda Kanarski, de 30 anos, foi morta no dia 26 de julho, na frente dos filhos, no Parque Aquático

A Polícia Civil de Irati concluiu nesta semana o inquérito sobre o caso do assassinato de Ivanilda Kanarski, de 30 anos, morta no dia 26 de julho pelo próprio marido, João Fernando Nedopetalski, de 36 anos, na frente dos filhos no Parque Aquático. Ela levou dois tiros e chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu ao dar entrada na Santa Casa de Irati.

O delegado Paulo César Eugênio Ribeiro repassou o caso ao Ministério Público. As investigações foram concluídas nesta sexta-feira, 03. No Inquérito, foram inclusas imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas, certidões e resultados de perícias feitas no local do crime. 

Confira a entrevista completa do delegado Paulo César Eugênio Ribeiro no fim desta matéria.

Conforme o delegado, o suspeito, que foi preso em flagrante pelo homicídio, também será indiciado por tentar matar o cunhado, que estava junto com Ivanilda no momento do crime. “Esta é a razão pela qual nós indiciamos ele, por esta tentativa de homicídio. No caso da Ivanilda, ele foi indiciado pelo homicídio qualificado, em razão de dificultar a defesa da vítima e de ser contra a sua esposa (o chamado feminicídio). Com relação ao cunhado, ele (suspeito) foi indiciado por tentativa de homicídio também qualificado, tendo em vista que os disparos que ele efetuou contra o cunhado visavam a impunidade, que ele conseguisse empreender fuga”, frisou.

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No caso do homicídio consumado contra Ivanilda, o suspeito pode pegar até 30 anos de prisão. Pela tentativa de homicídio, a pena varia de 12 a 30 anos, com redução de 1 a 2 terços da pena. Porém, por conta da presença dos filhos no local, a pena pode aumentar. Conforme Ribeiro, no início desta semana foi feito um novo interrogatório ao suspeito, que confessou a autoria do crime. No entanto, ele teria caído em contradição durante o depoimento.

“Ele chegou a relatar que fez apenas um único disparo. Esta foi uma das contradições que conseguimos pegar durante o interrogatório, mas na verdade foram mais disparos, tendo em vista que a própria vítima teve duas perfurações”, comentou.

Suspeito foi detido por um policial militar que estava de folga no dia do homicídio

Com a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público deve oferecer denúncia e o suspeito poderá ser levado a Júri Popular na sequência. O delegado confirmou que testemunhas que presenciaram o crime foram ouvidas durante as investigações. “Algumas pessoas não sabiam o que tinha ocorrido, outras apenas escutaram o barulho, mas o conjunto das testemunhas ouvidas é, sem erro, no sentido da prática do homicídio”, pontuou.

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O que causou estranheza no delegado foi o fato de o suspeito ter dito, durante o depoimento, que não houve qualquer discussão entre ele e a vítima antes do crime. “Geralmente, para culminar no homicídio, tem que haver uma discussão prévia, uma agressão ou coisa assim. Porém, simplesmente, pelo que foi apurado e pelo que ele mesmo relatou, foi até a caminhonete, retornou e, sem discussão ou briga, efetuou os disparos contra a esposa. Ele não chegou a comentar a motivação do crime, preferiu ficar em silêncio, o que é um direito dele, e isto vai ser apurado mais à frente”, finalizou.

Delegado Paulo César Eugênio Ribeiro concluiu inquérito e repassou o caso ao Ministério Público


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