Irati e Região / Notícias

13/06/18 - 21h06 - atualizada em 14/06/18 às 16h20

Secretário e prefeito comentam situação das estradas rurais

Dificuldade no transporte de cascalho em dias chuvosos é apontada por Anselmo Stadykoski e Jorge Derbli como motivo de atraso no cronograma de obras

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub e Paulo Henrique Sava 

Em participação no programa Meio Dia em Notícias, secretário Anselmo Stadykoski (primeiro da esquerda para direita) e prefeito Jorge Derbli (centro) falaram sobre obras nas estradas rurais. Na foto, eles aparecem ao lado do secretário de Fazenda, Valmir Emiliano, e do procurador Robson Krupeizaki

Com a necessidade de manutenção e melhorias constantes, devido às mudanças no clima –ora em períodos de estiagem e pó; ora em períodos chuvosos com barro – e, ainda, ao tráfego pesado, a conservação das estradas rurais de Irati foi debatida no programa “Meio Dia em Notícias” desta terça (12). “Não estamos alheios à situação. Temos ciência de como as coisas estão andando e estão acontecendo e temos acompanhado diretamente todos os serviços de abertura, de cascalhamento, revestimento das estradas, construção de pontes, bueiros. E os trabalhos seguem firmes”, assegura o secretário municipal de Viação e Serviços Rurais de Irati, Anselmo Stadykoski.

Ouça a entrevista completa no fim do texto

Conforme o secretário, as dificuldades surgem diante dos imprevistos durante o andamento das obras, como foi o caso recente da greve dos caminhoneiros, que obrigou o Pátio de Máquinas a parar a fim de poupar combustível para serviços essenciais, como os de Saúde.  

Outro fator que foge ao controle da Secretaria são as intempéries, que impedem a continuidade dos serviços, como as chuvas que tiveram início na semana passada. 

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Os operários estão trabalhando atualmente com duas retroescavadeiras: uma na cascalheira da Campina e a outra na cascalheira do Canhadão. Ao longo deste trecho entre as duas localidades, a Secretaria de Viação e Obras Rurais tem resolvido alguns problemas, chegando até o Cerro da Ponte Alta. Stadykoski adverte que ainda há intervenções a serem realizadas nas regiões de Pinheiro Machado, Pinhal Preto e em direção ao Cachoeira do Palmital. “São pontos fáceis de serem corrigidos”, considera. 

Frentes de trabalho 

Para compensar os dias parados durante a greve dos caminhoneiros, no último final de semana, a Secretaria executou uma frente de trabalho em algumas estradas. Stadykoski reiterou que essas frentes de trabalho ocorrem desde o início da atual administração, aos sábados, sempre que o tempo permite, com ausência de chuvas. 

“Tivemos 60 dias de clima favorável e estávamos trabalhando aqui na região da Serra dos Nogueiras. O serviço está lá, a comunidade está muito satisfeita. Todos os agricultores aqui da Serra foram beneficiados com estradas boas, assim como as demais regiões do município de Irati. Desde o início da gestão, estamos procurando levar uma qualidade de vida melhor ao nosso agricultor”, enfatiza o secretário. Segundo ele, foi executado o patrolamento de um trecho de aproximadamente 100 quilômetros, que também abrange Caratuva e Coxinhos, e foram aplicados materiais em cerca de 50 quilômetros de estradas nessa região. 

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Conforme o secretário, o cascalhamento não consegue alcançar o patrolamento, pois esse tipo de trabalho é mais lento. Entretanto, Stadykoski assegura a continuidade dos serviços na região da Serra dos Nogueiras. 

“O problema maior é o cascalho. Patrolamento até que não. Mas patrolar a estrada sem cascalhar fica pior ainda. Você mexe, deixa a estrada em boas condições, sem buracos, a pessoa anda numa velocidade maior. Mas quando chove, depois de 60 dias de tempo bom e cria poeira, e aí cai uma garoa, virou uma lama, que ficou intransitável em vários pontos. O problema é cascalho”, emenda o prefeito Jorge Derbli. 

De acordo com o prefeito, nos últimos dias, foram credenciados alguns caminhões terceirizados, porque a frota da Prefeitura é muito pequena, para agora viabilizar um sistema mais rápido de cascalhamento nas estradas, principalmente nos encalhadores, nesse primeiro momento. “A prioridade agora é o cascalhamento. Achar material bom; e onde conseguirmos colocar brita, colocaremos, para que haja o tráfego em qualquer condição de tempo”, afirma. 

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Na região dos Coxinhos, foram aplicadas 32 manilhas no acesso a uma propriedade, para acabar com o problema de represamento de água sobre a estrada, que incomodava os moradores.

Obras no Itapará 

Agricultores do Itapará estavam se mobilizando para realizar um protesto chamado de “tratoraço” em busca de melhores condições para as estradas da localidade. O secretário de Viação e Obras Rurais, por sua vez, defende que desde o começo da gestão as equipes têm trabalhado no Itapará e realizado amplas melhorias. 

Entre os serviços executados no Distrito do Itapará, Stadykoski enumera as melhorias em todas as ruas que não ofereciam boas condições de tráfego; na estrada de acesso a Inácio Martins, desde a Linha B até o Itapará; as ruas do entorno da Igreja e uma operação de serviços desde o Itapará, passando pelo Faxinal dos Mellos, até chegar no Cerro do Leão. “Fizemos também o acesso de Inácio Martins, entrando na antiga pedreira da construtora do asfalto da PR-364, descendo até o Faxinal dos Neves e dos Antônios. Na região da Linha E do Itapará, na região da Campina Branca, da Linha B do Itapará. Houve ali uma construção de pontes, uma melhoria importante dos bueiros, uma limpeza dos bueiros antigos. Vimos mantendo constantemente uma equipe trabalhando apenas naquela região do Itapará, para dar um acesso melhor, visto que, em razão do relevo que encontramos naquela localidade, somos cientes de que precisa de uma equipe de trabalho periodicamente atuando ali para resolver algumas situações que podem acontecer em razão de chuva ou até mesmo de alguma necessidade que algum morador venha a ter”, acrescenta. 

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Pavimentação de Irati a Gonçalves Júnior 

Derbli esteve na localidade de Gonçalves Júnior, acompanhado do secretário, na segunda-feira (11), para averiguar a situação da estrada, que há alguns anos aguarda pela recomposição do asfalto. Derbli e Stadykoski foram até Itapará; depois passaram pela Linha B, até Inácio Martins e, após, passaram pela Campina Branca. 

“O material que nós temos aqui, o cascalho, não é de boa qualidade na região”, avalia o prefeito. Recentemente, começou a ser detonada uma cascalheira no Cerro do Canhadão e o material – que Derbli considera de qualidade superior aos demais – tem sido aproveitado nas estradas. O município possui uma retroescavadeira e foram adquiridas mais duas, que devem ser entregues nos próximos dias. 

No início da gestão, Derbli obteve, junto ao Governo Estadual, R$ 3 milhões para a compra de equipamentos, como rolo compactador, retroescavadeiras e patrolas. No entanto, o dinheiro não foi liberado até agora, em função também das obras paralisadas, como do Ginásio de Esportes, entre outras, que impediam que o município contraísse o financiamento. 

“Começamos ontem [segunda, 11] uma operação tapa-buraco. Essa rodovia não foi projetada para o volume de tráfego, nem para o peso que passa nessa rodovia. Tenho encontrado periodicamente, quando vou para aquela região, caminhões com 30, 40, até 50 toneladas. Essa rodovia não tem estrutura e nunca vai ter, se não fizermos melhorias nela. Serviços estão constantemente sendo feitos”, afirma, sobre a estrada até Gonçalves Júnior.

Derbli ressalta que obteve junto ao Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER-PR), recursos em torno dos R$ 2,2 milhões, para recuperar a estrada. Foi assinado o convênio com o Estado; ocorreu a licitação, mas a vencedora da licitação não iniciou o trabalho até hoje. “A ordem de serviço já foi dada e ela já deveria ter começado. Já chamei a empresa várias vezes aqui e vamos usar o rigor da lei para terminar essa obra”, assinala. 

O prefeito cancelou o atendimento à população nesta quarta (13) em função da agenda em Curitiba, para reuniões no DER-PR a fim de tentar converter o convênio em administração direta, ou seja, a própria Prefeitura executar o serviço, se encarregando da compra dos materiais. “Essa empresa veio, pegou várias obras aqui em Irati – no Jardim Planalto, no Santos Dumont e no bairro Marcelo. Essas obras estão para iniciar, a mesma empresa venceu a licitação e não vem. Estamos tendo uma ‘briga de foice’ com esse empresário”, ressalta Derbli. 

O desafio no momento é resolver, de vez, o problema com os encalhadores nas estradas rurais. O município possui dois britadores e agora está em busca de pedreiras na região para extrair esse material e facilitar, assim, o transporte até os locais que devem receber as melhorias. Derbli avalia que, ainda que a estrada não fique 100% com as pedras, já melhora bastante a condição e o tráfego flui normalmente nos dias de chuva, sem ocorrência de encalhamentos do transporte escolar, por exemplo. 

Na Linha Ordenança, ainda na região de Gonçalves Júnior, há três meses a Secretaria executou melhorias nos pontos mais críticos, onde havia atoleiros, frisa Stadykoski, que pediu compreensão aos moradores dessa localidade e da Linha 5 de Gonçalves Júnior. 

Derbli pede mais atenção e cuidado aos motoristas que transitam entre Irati e Gonçalves Júnior e observa que aquela rodovia é uma estrada para circular em baixa velocidade. O prefeito destaca o perigo de caminhões carregados com madeira que têm circulado em alta velocidade ali, aumentando o risco de acidentes. Segundo ele, quanto mais melhorias se faz na estrada, aparentemente, mais os veículos correm. 

Desvio da Campina 

Indagado sobre a não-execução de melhorias no Desvio da Campina, onde há máquinas da Prefeitura próximas, mesmo com a estrada intransitável, o secretário de Viação e Obras Rurais responde que vinham sendo feitos os reparos na estrada principal do Itapará. “Como a cascalheira está ali na Campina, vamos poder atender bem aos moradores daquela região e do entorno”, frisa. 

Valeiros e Papuã dos Fiori 

Quanto ao cascalhamento na estrada entre Valeiros e o Papuã dos Fiori, onde já foi executada uma ponte, Derbli afirma que foi realizado naquela região, que também inclui o Faxinal dos Ferreiras, um patrolamento e correção do leito da estrada. O prefeito reconhece que agora o trecho necessita receber cascalho. 

“Fizemos, há alguns dias, a construção de uma ponte que dá acesso à cascalheira do seu Norberto Fiori. Porém, tem um detalhe: como o material [da ponte] ainda está em processo de cura, do cimento que fizemos a cabeceira, estamos aguardando ainda mais alguns dias para que possamos ir lá concluir a construção dessa ponte. Só através dessa ponte que poderemos retirar o material que está na cascalheira do outro lado do rio para poder atender aos moradores do Papuã dos Fiori e também ao pessoal do Faxinal dos Ferreiras”, esclarece o prefeito. 

Ainda sobre pontes, Derbli relembra que, no ano passado, foi construída uma nova ponte em concreto no Cadeadinho, no valor de R$ 150 mil, e foram recuperadas outras 49 em madeira. A Prefeitura adotou um novo sistema de construção de pontes, com seis vigas, onde há corredeiras mais fortes. 

Para uma ponte que está com trânsito impedido, no bairro Riozinho, serão implantadas as galerias celulares. “São tubos de concreto, quadrados, de 2m x 2m. Queremos fazer mais pontes de concreto, porque a duração das de madeira é muito curta, o eucalipto apodrece fácil. Com essa madeira, você faz a ponte e daqui dois ou três anos, tem que fazer novamente”, explica. Essa ponte já está licitada. No interior, onde forem demandadas pontes mais largas sobre os rios, com quatro ou cinco metros de largura, serão construídas pontes de concreto também. 

Invernadinha 

Sobre as obras de melhorias na Linha B, da comunidade de Invernadinha, iniciadas em junho de 2017 e que ainda não teriam sido concluídas, Stadykoski relembra que, no ano passado, moradores da comunidade enfrentavam dificuldades para não permanecerem isolados, pois nenhum veículo conseguia passar, apenas tratores. 

“O ônibus escolar não transitava. E nós, usando material de uma pedreirinha que abrimos na Linha B, aplicamos na Linha B e também sentido Linha B até Invernadinha. Porém, ficou faltando um pedaço. A estrada foi reaberta e falta só um trecho para a conclusão da obra, bem no limite com Prudentópolis”, observa o secretário de Viação e Serviços Rurais. 

Porteira Adentro 

Derbli avisa aos cerca de 180 produtores que fizeram solicitações de serviços através do programa Porteira Adentro – que executa serviços nas estradas de acesso às lavouras, dentro das propriedades –que o cronograma de atendimentos atrasou em função das chuvas dos últimos dias. Entretanto, já foram executados serviços nas propriedades de pelo menos 60 agricultores.

“Devido a essa situação de muita chuva e à questão do transporte escolar, momentaneamente, vamos parar com o trabalho do Porteira Adentro para concentrar todo o equipamento que temos para as estradas principais, especialmente para o transporte escolar”, esclarece o prefeito de Irati.  

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