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15/06/18 - 14h24 - atualizada em 19/06/18 às 12h25

Rede social e logística - professores analisam movimento dos caminhoneiros

Avanilde Polak e Luiz Fernando Afonso de Castro abordam este assunto em participações ao vivo, no programa In Pauta da Najuá FM

Jussara Harmuch, com Juarez Oliveira

Os professores Avanilde Polak do Sesi e Luiz Fernando, do Senai, abordaram temas relacionados ao movimento dos caminhoneiros
Depois que as alunas do ensino médio do Colégio Sesi, Camylle Letícia da Silva (15 anos) e Maria Fernanda Antunes Ferraz de Jesus (16 anos) tomaram iniciativa de vir até a rádio Najuá para falar do movimentos dos caminhoneiros, professores analisam aspectos das interações através de redes sociais e do sistema de logística de transporte do país. Avanilde Polak, professora do Sesi e Luiz Fernando Afonso de Castro professor do curso de logística do Senai, abordaram os temas durante o programa In Pauta da Najuá FM, na semana passada.

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Uma avalanche de notícias falsas (fake news) foi disseminada durante a greve dos caminhoneiros.Títulos e fotos apelativos e o processo de cálculo por algoritmo, que conduz os acessos direcionando os assuntos conforme aquilo que a pessoa já pesquisou, disseminam versões onde se mistura fatos verdadeiros e falsos.

“Facebook é uma rede social não tem restrição com relação à publicação, dispensa comprovações, tem muitas pessoas que não prestam atenção na fonte e difundem sem saber na realidade se aquilo que viu é verdadeiro”, comenta a professora Avanilde, destacando que a leitura de notícias só por rede social ou aplicativos de mensagens, como o whatsApp, leva a distorções que comprometem a interpretação e podem persuadir pessoas que não estão bem informadas.

Onde há fumaça, há fogo

Nem sempre os fatos que surgem via mensagens de internet são inteiramente falsos, mas é preciso um pouco de esforço das pessoas para discernir. “Demorou a fechar a greve porque veio uma avalanche de informações e as pessoas tiram conclusões sem informações completas. Onde há fumaça há fogo, mas então vai atrás para se informar o que tem de informação séria sobre aquilo”, completa.

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Impacto

O impacto da greve foi grande porque as mercadorias transportadas ficaram retidas, a cadeia não se completou e comprometeu outros serviços. “Aqui em Irati a Yasaki [indústria que fabrica peças para veículos] parou, a mão de obra empregada ali é grande, afetou a vida deles que agora tem de compensar as folgas. Reflete em outras atividades indiretas ligadas e que dão apoio ao funcionamento da fábrica, como por exemplo o vendedor de lanches”, analisa o professor Luiz Fernando, que viu no movimento uma oportunidade para repensar a questão da logística.

Algumas empresas acumularam produto pronto, foi um ótimo exercício para repensarmos a questão da logística. Todos tem de administrar, empregados tiveram de compensar a folga que tiveram na greve.

Confira o programa completo

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