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07/10/17 - 12h47 - atualizada em 07/10/17 às 13h04

Nova Diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Irati toma posse

Solenidade de posse ocorreu no Clube Samuara, na quinta-feira (5). Nova diretoria foi empossada para o quinquênio 2017/2022

Edilson Kernicki, com reportagem de Jussara Harmuch

Geraldo Rocha comanda Sindicato dos Metalúrgicos há duas décadas
A nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Irati, eleita para o quinquênio de 2017 a 2022, tomou posse dos cargos na noite de quinta-feira (5). A solenidade de posse foi realizada, com jantar de confraternização, no Clube Samuara.

Tomaram posse o presidente Geraldo Rocha, que já está há 21 anos à frente da entidade, e os demais diretores: Antonio Osmar Rodrigues, Celso Luiz Moreira, Geovane de Paula Freitas, Jackson Ferreira, João Amauri Bucco, Keli Adriana Fracaro, Lindamir Markovski, Marcos Antonio Lopes Martins, Mario Miguel Franco, Orlando José Koziol e Richard Bartoszewski Augustinhak.

Confira mais fotos do jantar de posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos no fim deste texto

Em seu discurso, o presidente Geraldo Rocha enalteceu a inovação, a criatividade e a capacidade de adaptação às circunstâncias e aos novos tempos. “Aprendi com meus pais que não se nasce com o poder, mas que se conquista. Um poder sadio. Quando se está à frente de qualquer segmento temos que realmente mostrar esse lado de maestro para que os companheiros que estão juntos possam seguir esta mesma trilha e juntamente conseguir as conquistas que buscamos”, frisa. Rocha argumenta que, através do trabalho, é possível superar a crise e as adversidades e reafirma sua crença de que dias melhores virão.

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Quanto à proposta de união intersindical em Irati, que não se concretizou, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos revela que não houve correspondência aos convites feitos a outras entidades a fim de promover essa integração. “Necessitamos dessa junção, dessa aproximação. Quem tem algo a oferecer tem capacidade de oferecer a outro também”, afirma Rocha, que defende a integração e a ajuda mútua entre as entidades de classe, até mesmo a partilha de serviços que um sindicato possui e outro não e vice-versa.

O presidente da Federação dos Metalúrgicos do Paraná (FETIM), Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) e Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka, falou a respeito das mudanças trazidas pela Reforma Trabalhista, que entra em vigor no dia 11 de novembro e, entre outras coisas, põe fim à compulsoriedade do imposto sindical, que vinha descontado na folha de pagamento no mês de março. A partir de agora, esse valor só poderá ser descontado com a anuência do trabalhador.

“Está se dando muita importância ao imposto sindical e menos importância às reformas. Hoje, o que preocupa o Sindicato e os trabalhadores é a Reforma Trabalhista. Até pelo fato de que essas reformas poderão despertar no empresário mal-intencionado uma ganância maior do que a busca pela competitividade, não apenas interna – no País, estado ou região, mas também em nível mundial. Isso é o que temos que buscar. Não existe país no mundo que consiga ser competitivo, que possa gerar emprego, que possa gerar riqueza, se ele não pensar em ser competitivo em nível mundial. E nós passamos, no Brasil, por esse tipo de procedimento que atrasa as empresas brasileiras e que faz com que o Brasil ande para trás”, avalia.

Membros da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos
Butka defende que os trabalhadores devem ter liberdade para definir a qual entidade pretender pagar o imposto sindical. “Os trabalhadores terão que definir como manter seus sindicatos, como definem até hoje, pagando sua mensalidade, contribuindo com a entidade, para defendê-lo na hora certa e não somente pegar e pagar uma contribuição compulsória. Não queremos isso”, argumenta.

Conforme o presidente da Federação dos Metalúrgicos do Paraná, o fim da contribuição sindical compulsória vem em boa hora e deve contribuir para estabelecer um novo tipo de relação entre os trabalhadores e as entidades de classe.
Os demais aspectos da Reforma Trabalhista preocupam Butka. “A possibilidade de os trabalhadores sentirem a pressão das empresas em decidir certas coisas que, hoje, são definidas apenas através dos sindicatos. Por exemplo, a quitação parcial dos contratos de trabalho, que as empresas poderão propor e pressionar os trabalhadores a fazer a isso junto à Justiça do Trabalho. Isso é voltar ao assédio moral e desumano que muitas empresas fazem – hoje fora da lei e, posteriormente, o farão em cima da lei. O trabalhador vai se sentir pressionado e assinar certas coisas que não assinaria”, teme o presidente da Força Sindical do Paraná.

Outra temeridade de Butka quanto à reforma diz respeito às questões relacionadas à rescisão de contrato sem a assistência das centrais sindicais, com a negociação direta com as empresas. “Isso vai atrapalhar muito os trabalhadores e a relação entre capital e trabalho”, conclui.

Sindicato dos Metalúrgicos de Irati

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Metalúrgica, Mecânica e de Material Elétrico e Eletrônico, nas Oficinas de Reparação de Veículos Leves e Pesados, Mecânicas, Funilaria, Auto Elétrica e Auto Centers tem base territorial nos municípios de Irati, Antonio Olinto, Teixeira Soares, Imbituva, União da Vitória, Cruz Machado, Prudentópolis, Rebouças, Rio Azul, Mallet, São Mateus do Sul, Paulo Frontin, Paula Freitas e Fernandes Pinheiro.

Fundado em 15 de março de 1956, o sindicato permaneceu inativo ao longo de 17 anos, quando teve sua “carta” cassada em 16 de abril de 1968, pelo então ministro do Trabalho e da Previdência Social, durante o AI-5. Somente com o fim da Ditadura, em 1985, que a atividade sindical foi restabelecida. Atualmente, o Sindicato dos Metalúrgicos reúne cerca de 3,5 mil trabalhadores.

Fotos: Jussara Hamruch e Ciro Ivatiuk/Hoje Centro-Sul


 

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