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20/09/18 - 18h42 - atualizada em 20/09/18 às 18h49

Empresa que apresentou menor preço para pavimentar PR-364 foi investigada na Lava-Jato

Construtora Triunfo S.A., que se propôs a executar a obra por R$ 108,9 milhões, foi investigada na Operação Integração, 48ª fase da Lava-Jato, em fevereiro, e na 36ª, em 2016

Da Redação, com informações da Gazeta do Povo e Paraná Portal 

15 empresas disputam pavimentação da PR-364

A Construtora Triunfo S.A., que apresentou a menor entre as 15 propostas oferecidas para pavimentar o trecho da PR-364, entre Irati e São Mateus do Sul, foi alvo de investigações em duas fases distintas da Lava-Jato: em novembro de 2016, na 36ª fase, e em fevereiro deste ano, na 48ª. Os envelopes com as 15 propostas de preço e documentos para habilitação do Edital de Licitação Pública Internacional (LPI) 050/2018, do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER/DT) ocorreu na tarde de terça (18), em Curitiba.

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A Triunfo propôs executar a pavimentação do trecho de 49km por R$ 108.916.703,33. Diferente do informado pelo vereador Edson Luiz Elias (PSDB) na Tribuna Livre da sessão da Câmara de Irati desta terça (18), a empresa ainda não é considerada a vencedora do certame. Isso porque, por se tratar de uma licitação internacional, a documentação ainda será analisada por técnicos do DER e do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), antes da homologação e da ordem de serviço para as obras.

Clique no edital abaixo e confira todas as propostas apresentadas para pavimentação da PR-364

Download do Arquivo

Com orçamento inicial de R$ 159 milhões, o investimento integra o Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Estado do Paraná, em parceria com o BID. Assim que concluída, a pavimentação do trecho deve reduzir pela metade o trajeto a ser percorrido entre as duas cidades, hoje, para um deslocamento em estradas asfaltadas. A conclusão da obra também vai criar uma ligação alternativa entre a BR-476 e a BR-153, o que facilita o deslocamento de quem vem do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina por dentro do Paraná, ao criar um novo corredor viário. A estrada será uma alternativa à PR-151, que cruza o Paraná e suporta o tráfego de caminhões oriundos dos estados do Sul em direção a São Paulo e ao Porto de Paranaguá.

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As propostas apresentadas ainda dependem de análise pela Comissão de Julgamento e da posterior “não objeção” do BID. Depois de superada esta etapa é que será divulgado o resultado da licitação, através de aviso a ser afixado no Quadro de Avisos da Coordenadoria de Licitações e da publicação do aviso em Diário Oficial do Estado (DOE) e na página www.comprasparana.pr.gov.br, em data oportuna.

Envelopes com as propostas de preços e documentos de habilitação da licitação foram abertos na terça-feira, 18, no DER, em Curitiba

Lava-Jato

Em fevereiro de 2016, na deflagração da 36ª fase da Lava-Jato, o juiz federal Sergio Moro autorizou buscas e apreensões em endereços relacionados às empresas do grupo Triunfo em contas ligadas aos operadores Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran. Em 2016, a Lava-Jato identificou depósitos de R$ 22,4 milhões da Construtora Triunfo em contas ligadas a empresas de fachada mantidas por Adir Assad. O escritório de Rodrigo Tacla Duran recebeu R$ 1 milhão da Econorte e R$ 467,3 mil da Triunfo Participações e Investimentos (TPI), outra empresa do mesmo grupo da construtora. 

Já na 48ª fase da força-tarefa, em fevereiro, foi demonstrado o caminho percorrido pelo dinheiro repassado por empresas do Grupo Triunfo a agentes públicos e relacionar os desvios a contratos de concessão de pedágio do Paraná. No despacho que autorizou a Operação Integração, Moro afirmou que a força-tarefa identificou pagamentos de R$ 5 milhões do Grupo Triunfo a Rodrigo Tacla Duran e de outros R$ 62,4 milhões para contas de Adir Assad, em depósitos realizados entre 2008 e 2015.

A Operação Integração investigou justamente os desvios relacionados aos procedimentos de concessão de rodovias federais no Paraná à Econorte, nas estradas do Anel de Integração. A Econorte firmou um aditivo contratual com o Governo do Estado em 2015 que tornou os pedágios do Norte Pioneiro, administrados pela concessionária, os mais caros do Paraná.

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