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05/10/18 - 19h58 - atualizada em 05/10/18 às 20h13

Divulgada vencedora de licitação para pavimentação da PR-364

Construtora Triunfo S.A., venceu licitação com proposta de R$ 108,9 milhões. Empresa vencedora do certame foi investigada em duas fases distintas da Lava-Jato

Da Redação

Trecho de 49 km entre Irati, Rebouças e São Mateus do Sul será pavimentado

A construtora Triunfo S.A., que apresentou a menor entre as 15 propostas oferecidas para pavimentar a PR-364 entre os municípios de Irati e São Mateus do Sul, foi a vencedora do certamente licitatório. O anúncio do resultado final do processo foi publicado nesta sexta-feira, 5, no Diário Oficial do Estado.

A Triunfo vai realizar a obra de 49 km por R$ 108.916.703,33. O valor é 31,5% menor que o custo estimado para execução dos trabalhos que era de R$ 159 milhões. Além de apresentar o menor preço, a empresa atendeu todos os requisitos do edital. O resultado foi avalizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), financiador da obra.

Segundo informações do governo estadual, a partir de agora começa a contar o prazo legal de cinco dias úteis para as empresas apresentarem eventuais recursos administrativos. Esgotada a etapa recursal, a licitação será homologada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) e o processo segue os trâmites para assinatura do contrato. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos dentro de dois anos após a emissão da ordem de serviço.

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Aguardada há mais de 50 anos, a obra deve beneficiar um universo de 112 mil habitantes, dos municípios de Irati, Rebouças e São Mateus do Sul. A obra integra o Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Estado do Paraná, em parceria com o BID. Logo que concluída, a pavimentação do trecho deve reduzir pela metade o trajeto a ser percorrido entre Irati e São Mateus do Sul, hoje, para um deslocamento em estradas asfaltadas. A conclusão da obra também vai criar uma ligação alternativa entre a BR-476 e a BR-153, o que facilita o deslocamento de quem vem do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina por dentro do Paraná, ao criar um novo corredor viário. A estrada será uma alternativa à PR-151, que cruza o Paraná e suporta o tráfego de caminhões oriundos dos estados do Sul em direção a São Paulo e ao Porto de Paranaguá.

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Projeto

Conforme o governo estadual, o projeto prevê a restauração de três quilômetros de rodovia já pavimentada com alargamento dos acostamentos, implantação de calçadas e ciclofaixas na área urbana de São Mateus do Sul.

No trecho ainda não asfaltado, o traçado existente será mantido com implantação de rodovia em pista simples com acostamentos. Haverá uma variante somente nos 1.200 metros finais do trecho, na chegada de Irati, para desviar o bairro Riozinho e retirar o trânsito de perto das residências.

Também está prevista a construção de uma nova ponte sobre o Rio Turvo, com 14 metros de extensão. Em Irati, uma trincheira fará a ligação da PR-364 e BR-153, que fica próximo ao trecho conhecido como “curva da morte”, onde há grande movimento de veículos e pedestres.

Obra diminuirá tempo de deslocamento entre as cidades da região e facilitará escoamento da produção rural

Construtora investigada na Lava-Jato

A Construtora Triunfo foi investigada em duas fases distintas da Lava-Jato. Em fevereiro de 2016, na deflagração da 36ª fase da Lava-Jato, o juiz federal Sergio Moro autorizou buscas e apreensões em endereços relacionados às empresas do grupo Triunfo em contas ligadas aos operadores Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran. Em 2016, a Lava-Jato identificou depósitos de R$ 22,4 milhões da Construtora Triunfo em contas ligadas a empresas de fachada mantidas por Adir Assad. O escritório de Rodrigo Tacla Duran recebeu R$ 1 milhão da Econorte e R$ 467,3 mil da Triunfo Participações e Investimentos (TPI), outra empresa do mesmo grupo da construtora.

Já na 48ª fase da força-tarefa, em fevereiro, foi demonstrado o caminho percorrido pelo dinheiro repassado por empresas do Grupo Triunfo a agentes públicos e relacionar os desvios a contratos de concessão de pedágio do Paraná. No despacho que autorizou a Operação Integração, Moro afirmou que a força-tarefa identificou pagamentos de R$ 5 milhões do Grupo Triunfo a Rodrigo Tacla Duran e de outros R$ 62,4 milhões para contas de Adir Assad, em depósitos realizados entre 2008 e 2015.

A Operação Integração investigou justamente os desvios relacionados aos procedimentos de concessão de rodovias federais no Paraná à Econorte, nas estradas do Anel de Integração. A Econorte firmou um aditivo contratual com o Governo do Estado em 2015 que tornou os pedágios do Norte Pioneiro, administrados pela concessionária, os mais caros do Paraná.

Atoleiros e condições ruins da rodovia que atualmente não é pavimentada dificultam deslocamento de caminhões e outros veículos

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