Cultural / Entretenimento

26/02/18 - 16h44 - atualizada em 27/02/18 às 09h34

Teatro da Paixão de Irati terá ato da Ressurreição

Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Irati 

O tradicional Teatro da Paixão de Irati, este ano em sua 23ª edição, terá o acréscimo do 1º Teatro da Ressurreição. O novo ato será o grande diferencial do espetáculo deste ano em relação aos anos anteriores. 

A apresentação acontecerá no dia 24 de março, um sábado, às 19h30, no Estádio Municipal Abrahm Nagib Nejm.

O Grupo de Teatro São Francisco de Assis, organizador do evento, decidiu diminuir alguns atos e acrescentar a ressurreição. “É uma ideia que vem de 10 anos atrás. Pensamos nisso como uma forma de apresentar uma encenação diferente para o público. Além disso, algumas pessoas comentavam que o encerramento com a morte de Cristo era muito triste”, relata Célio Marcos de Oliveira, o “Kinho”, coordenador e um dos fundadores do Teatro da Paixão de Irati.


Dublado

Em 2018 haverá ainda outra mudança na encenação que é a dublagem. Até o ano passado as vozes dos atores eram captadas por diversos microfones sem fio, e este ano serão gravadas previamente junto à trilha. “É uma experiência que estamos fazendo”, esclarece Kinho. “O custo dos microfones sem fio, que apenas uma empresa em Curitiba possui, estava encarecendo demais nossa produção. Como a locação é diária, caso chovesse, e tivéssemos que adiar a apresentação, não teríamos caixa para pagar mais uma diária dos microfones sem fio”, justifica.

O coordenador admite que, com a mudança, haverá necessidade de maior esforço dos atores e equipe de produção. “O elenco precisará estar muito bem ensaiado, com os tempos corretos das falas, para perfeita sincronia com a dublagem. Além disso, teremos mais serviço na produção de áudio”.


300 participantes e 100 na logística

O Teatro da Paixão de Irati envolve o trabalho de aproximadamente 400 ou mais pessoas, segundo o coordenador.

“Entre atores e figurantes são 300 participantes. Outras 100 pessoas operam em toda a logística do evento”, comenta Kinho. “Temos desde os componentes da equipe técnica, sonorização, iluminação, para montar e desmontar cenários, bilheteria e vários outros”.

“Há ainda as equipes que trabalham com a segurança e nos atendimentos a ocorrências com pessoas. Mas agora, com o Pronto Atendimento ao lado do Municipal, fica muito mais fácil atender alguma pessoa que tenha um mal-estar”.

Para 2018, a encenação contará com novos cenários, dotados de estrutura metálica, e vestuários, principalmente as vestimentas dos soldados.

“Seria bastante difícil mantermos toda esta estrutura sem o apoio que a gente vem recebendo. Temos a parceria feita com a Prefeitura, que auxilia com os serviços que têm licitados como som, iluminação, telão e filmagem. Isso ajuda bastante. E há os patrocinadores que colaboram para cobertura dos gastos. No ano passado, por exemplo, pudemos contar o apoio fundamental da Caminhos do Paraná, Criart, Loja Cristina, Speeds, Pirubikes, entre outros”, detalha Kinho.


Rifa e bazar

Para bancar a complexidade e montante de custos que envolvem um espetáculo que é assistido ao vivo, em média, por 5.000 pessoas presentes, a organização se vale de diversos recursos.

O preço do ingresso deste ano será o mesmo de 2017: R$ 2 e um quilo de alimente não perecível. “A família que chegar com os filhos pequenos, apenas o pai e a mãe pagam ingresso”, ressalta Célio. Ele esclarece que a bilheteria auxilia no pagamento das despesas da encenação e, alguma eventual sobra, já fica para o teatro do ano seguinte.

Além disso, há a rifa que é realizada todo ano e que em 2018 irá ter seu sorteio no dia 14 de abril. O 1º, 2º e 3º prêmios são, respectivamente, uma moto 0km, um TV 32 polegadas e uma bicicleta. O bilhete custa R$ 1. Quem quiser adquirir bilhetes, pode ligar para 9 9953 5617.

Outra forma de arrecadar dinheiro são os bazares de roupas usadas. Neste sábado, dia 24, haverá bazar móvel percorrendo a cidade. As roupas serão acondicionadas em um caminhão, dotado de alto-falantes, que anunciará o bazar enquanto seguirá trajeto pelos bairros, das 8h às 17.


No palco

Apesar de ser outro sonho antigo do Grupo de Teatro São Francisco de Assis, ainda não foi possível adaptar o Teatro da Paixão de Irati para o palco. “Não temos na região um espaço para uma peça deste porte ser apresentada, mas ideia é futuramente criar esta opção”, comenta o coordenador.

Ele lamenta a edificação da obra do teatro parada em Irati e garante que seria o local ideal, em espaço e estrutura, para que este tipo de espetáculo fosse apresentado, no sistema de mais de uma encenação por período.

Sobre o teatro em si, Kinho resume sua essência. “O objetivo é evangelizar de uma maneira diferente. É uma forma de fazer as pessoas retornarem no tempo, e reviverem esta história, para despertar seus sentimentos. As pessoas estão muito individualistas e esquecendo ou deixando de lado a espiritualidade”, finaliza.


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