Rádio Najuá

Diocese de Ponta Grossa assume Morro da Santa

30/10/18 - 16h26 - Atualizado em 30/10/18 - 16h26

Paulo Henrique Sava

Morro da Santa passa a pertencer à Diocese de Ponta Grossa

A Prefeitura de Irati concedeu à Mitra Diocesana de Ponta Grossa direito de usucapião sobre o terreno onde está localizada a imagem de Nossa Senhora das Graças, no Morro da Santa. A partir de agora, o local passa a ser administrado pela Paróquia São Miguel e será elevado à condição de capela, tornando-se a 21ª da paróquia. A área compreende o topo do morro, onde está a imagem, a capela dos milagres, o mirante e a lojinha de produtos religiosos. O estacionamento, localizado mais abaixo, continua sob administração da Prefeitura.

De acordo com o pároco da Paróquia São Miguel, Padre Luiz Mirkoski, o processo de usucapião vinha tramitando na Justiça há pelo menos quatro anos. Até esta decisão, a Comissão da Santa era a responsável pelo local. “Sempre tivemos apoio da Prefeitura Municipal, mas existe um grupo de pessoas, hoje, chamado de Comissão da Santa, uma coordenação formada por várias pessoas que tem a responsabilidade de cuidar da manutenção, da pintura, da ornamentação do ambiente e que também responde juridicamente”.

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Quem doou o terreno foi a família Marochi. O monumento foi inaugurado em 1957, por ocasião do cinquentenário de Irati. Por este motivo, o padre comenta que a imagem tem mais uma característica histórica do que religiosa para o município. “Os acontecimentos de lá não têm somente um cunho religioso. Com esta passagem e aquisição do terreno, há de se pensar em uma efetiva evangelização e formação de uma comunidade, porque o território onde está a Santa pertence à Paróquia São Miguel e o cuidado pertence ao pároco e a quem está na São Miguel como integrante do Conselho Pastoral Paroquial”.

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Com a decisão, o Moro da Santa deve receber celebrações de casamentos, batizados, missas (que já acontecem regularmente no 2º sábado e no 4º domingo de cada mês). No entanto, não há espaço para a construção de uma igreja ou de um estacionamento maior, conforme o Padre Luiz.

O que pertence mesmo à Santa e à Igreja é propriamente onde está o monumento. Há um querer, um sonho de algumas pessoas e famílias em transformar a Santa em um santuário, mas pela logística e pelo espaço eu não vejo esta possibilidade por enquanto,

Padre Luiz Mirkoski

Pároco da Paróquia São Miguel

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Não há disponibilidade de ampliação do terreno, pois há várias casas no entorno, além de um penhasco e uma área de reserva legal. O que existe é o plano de criação de uma rota de turismo religioso, integrando a Santa e as igrejas históricas das comunidades. O padre citou como exemplo a romaria de Itapará, que é feita anualmente.

“Pode-se fazer uma rota religiosa ou turismo religioso de caminhada, na estrada, um caminho da fé, incluindo pontos como a Santa. Ela se tornaria um santuário móvel, feito de romarias, de caminhadas, como ponto de referência, mas não um local de grandes celebrações, até porque não há esta possibilidade por enquanto”, finalizou.

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